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As Associações de Estudantes das escolas de Tomar de Santa Maria do Olival e Escola Jácome Ratton uniram-se na criação de um documento reivindicativo, o “Manifesto do Estudante: por uma escola mais democrática”, no qual pretendem “fazer valer aquilo que são os interesses dos alunos”.

Num documento enviado ao nosso jornal, as associações apresentam quatro pontos de destaque, apresentados por ordem de importância, onde reivindicam a garantia de que os alunos tenham um representante no conselho pedagógico da escola, um apoio real e eficaz à saúde mental tanto na escola como fora dela, e que seja feito um reforço ao nível tanto do número de funcionários e de pessoal não docente nas escolas como no das condições técnicas.

Com esta ação, as associações estudantis pretendem “oferecer, de forma construtiva, soluções que vão de encontro não só aos interesses dos alunos, mas também ao encontro daquilo que será uma escola melhor, mais eficiente e mais democrática”.

As associações estudantis tomarenses consideram assim necessário abrir espaço para que os alunos tenham representação nos conselhos pedagógicos de cada escola, de forma a “garantir a democraticidade das escolas”, vendo nessa ação uma garantia de “tornar as decisões diretivas mais céleres e encaixadas naquilo que são as necessidades dos alunos”.

“Atualmente, é assustador o número de jovens que possui algum problema ou transtorno de foro psicológico. As proporções deste problema são avassaladoras para aquela que será a próxima geração trabalhadora, os líderes do nosso futuro”, lê-se no documento, razões pelas quais as associações consideram “fundamental garantir um apoio à saúde mental dos alunos que seja eficiente, competente e proveitoso para, dessa maneira, apostar e melhorar a qualidade de vida dos jovens tornando o amanhã melhor para toda a sociedade”.

Quando ao reforço ao nível de meios humanos e de condições técnicas, os representantes dos alunos defendem que só assim será possível que a escola enquanto serviço público tenha um “desempenho satisfatório”.

Além de uma “reflexão cuidada sobre estas problemáticas”, este manifesto representa assim para as associações de estudantes “uma forma de os estudantes e jovens da cidade de Tomar marcarem uma posição no que diz respeito ao seu papel interventivo dentro da cidade e das instituições de ensino em causa”, pelo que o objetivo do documento “transcende a exposição de problemáticas e queixas de alunos”, prendendo-se antes com a apresentação de soluções e contributos, de forma a “promover a cultura democrática entre os jovens e a sociedade civil e melhorar a qualidade de vida dos alunos e jovens da cidade”.

O manifesto vai agora ser apresentado no dia 22 de julho, sexta-feira, às 19h00, na sede da Junta de Freguesia de São João Baptista, em Tomar, pelo que vai depois ser entregue às direções das duas escolas, bem como à Câmara Municipal de Tomar.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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