Seiras e capachos da Sifameca, Mouriscas, Abrantes. Créditos: mediotejo.net

A candidatura do projeto AO-RI, de valorização das Artes e Ofícios, promovido pela Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, está nos cinco finalistas da categoria Prémio Promoção para Entidades Privadas, do Prémio Nacional do Artesanato 2023, promovido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Decorre agora o período de votação pelo público, através da Internet, até às 18h00 de 18 de dezembro, no portal do IEFP (iefp.pt).

A Tagus candidatou-se a este prémio com o projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, desenvolvido em parceria com os Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal, apoiado pelo Programa Operacional do Centro (Centro 2020), do Portugal 2020, e cofinanciado pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER), que se focou na valorização das artes e ofícios tradicionais de Abrantes, Constância e Sardoal.

A parceria do AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, ao longo dos últimos dois anos, realizou um levantamento histórico das artes e ofícios de Abrantes, Constância e Sardoal, em que foram identificadas sete peças de artesanato tradicional da região a trabalhar. Envolveu vários artesãos e a comunidade local interessada em conhecer o saber-fazer do Ribatejo Interior, os alunos das escolas do território, que tiveram contacto com este património de Abrantes, Constância e Sardoal, capacitou os artesãos para se tornarem mais competitivos e criou ideias de inovação nas peças para responder aos mercados atuais.

No âmbito do projeto foi ainda elaborada uma rota imersiva em que se uniram os pontos de interesse turístico à experimentação das artes e ofícios e ao contacto com os artesãos.

A categoria a que a Tagus está nomeada tem por objetivo reconhecer o trabalho das entidades em prol das artes e ofícios, traduzido em projetos, programas, campanhas ou iniciativas de valorização e promoção, e a votação do público contará como voto de um membro do júri. Ao estar nos cinco finalistas deste Prémio, a Tagus considera ver reconhecida a importância do seu projeto AO.RI a nível nacional.

Através do projeto “O ‘Mestre Aprendiz’, focámo-nos num conjunto de objetos. Em Sardoal foram identificados as malas de flandres e os leques de palha, em Abrantes os registos, os capachos e o tijolo de burro , e em Constância as bonecas de perna de cana e a atabúa. Apostámos no conjunto destes sete elementos, sendo certo que existe muito mais”, disse a coordenadora da Tagus, Conceição Pereira, ao jornal mediotejo.net.

O projeto AO.RI foca-se na valorização das artes e ofícios tradicionais do Ribatejo Interior, que representam as vivências, os saberes-fazer ancestrais e a identidade e cultura deste território, desta forma a Tagus dinamiza um conjunto de iniciativas que contribuem para a sua preservação, mas também, para a sua diferenciação e adaptação às necessidades atuais, conseguindo assim um complemento para a oferta dos produtos turísticos do Médio Tejo.

Com o enriquecimento da oferta turística existente a Associação pretende consequentemente contribuir para a atração de novos públicos, para o aumento de visitantes e da estadia média de turistas e para a afirmação e maior competitividade deste destino em termos turísticos.

Os promotores acreditam também que, através deste projeto, sensibilizam os artesãos para o trabalho conjunto e para a intersecção das diferentes artes, possibilitando o surgimento de novas áreas de expressão e de criação cultural e artística.

Decorre, agora, o período de votação pelo público, através da Internet, até às 18h00 de 18 de dezembro, no portal do IEFP (iefp.pt).

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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