Edifício foi inicialmente um "Preventório", destinado à luta contra a tuberculose. O acolhimento de crianças com a doença foi-o transformando numa colónia balnear para jovens carenciados Foto: mediotejo.net

A Associação de Municípios do Vale do Tejo, proprietária da Colónia Balnear da Nazaré, decidiu em reunião desistir de projetos mais ambiciosos e apostar somente na recuperação do edificado para fins sociais. Segundo o vice-presidente de Torres Novas, Luís Silva, que esteve no último encontro, decidiu-se também emparedar as janelas da Colónia (totalmente partidas) para assim contornar os problemas de vandalismo que ali se têm registado.

O tema foi levantado pelo vereador do PSD, Quaresma de Oliveira, durante a reunião de quarta-feira, 6 de março, apelando a uma posição da Câmara de Torres Novas sobre o edifício, numa altura em que surgem notícias de que o município da Nazaré estará a equacionar tomar posse administrativa do mesmo. O projeto de requalificação anunciado em 2018, que previa a eventualidade de criar também um hotel no local, nunca mais avançou e na Nazaré vive-se uma situação de algum congestionamento do centro histórico, onde a Colónia, fortemente degradada e dando abrigo a alguma delinquência, se situa.

Em resposta ao vereador, o presidente Pedro Ferreira (PS) lembrou o histórico da Colónia e os projetos ambiciosos que já se fizeram em torno deste edifício, salientando que na Nazaré quer-se o espaço sobretudo para resolver problemas de estacionamento. Na última reunião da associação de municípios, adiantou, decidiu-se optar pela solução mais simples e requalificar a estrutura apenas para a sua velha função social de Colónia Balnear e tomar medidas para que a obra avance.

Quem esteve na referida reunião foi Luís Silva, que ao mediotejo.net confirmou a decisão de abandonar projetos mais elaborados para uma unidade hoteleira. O vereador adiantou ainda que, para já, a associação vai “fechar” o edifício, emparedando as janelas partidas, mas não há, porém, qualquer cronograma para a obra de requalificação. “Neste momento está-se a trabalhar com a CCDR Centro para obter fundos comunitários” para o projeto, referiu.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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