Banco São Miguel junto à Cruz do Cabeço em Mação. Créditos: Rodrigo Assunção -Modo Vision

A Associação Desportiva, Recreativa e Cultural de São Miguel, em Mação, instalou um “banco monumento” contemplativo ao lado da Cruz do Cabeço, no alto do monte com vista privilegiada sobre as paisagens de Mação. A instalação visa assinalar a efeméride os 90 anos da Cruz com o banco a ter representadas as asas de São Miguel.

Para a apresentação da instalação, a Associação de São Miguel realizou uma caminhada e um lanche convívio, no alto do Cabeço, a 400 metros de altura, um local para contemplação da paisagem de Mação. O banco tem representadas as asas de São Miguel que agora, ao lado da Cruz, abraçam os maçaenses.

A Cruz foi construída por subscrição de habitantes nas comemorações do Ano Santo de 1935. O impulsionador da obra foi o pároco de Mação à altura, padre Nogueira Lalanda.

Referir que no alto da Cruz se encontra um espelho. Consta que, quando os “ratinhos” de Mação iam para as ceifas no Alentejo, a determinada hora o sol incidia naquele espelho, refletia e avistava-se no Alentejo, sabendo que era ali o seu Mação. Por certo um mito, mas com o seu simbolismo.

Banco São Miguel junto à Cruz do Cabeço em Mação. Créditos: Rodrigo Assunção -Modo Vision

O Cabeço da Cruz, com 400 metros de altura, é um espaço de excelência para observar e fotografar a paisagem, quer da vila de Mação quer dos espaços circundantes. A Cruz de Mação no relevante Cabeço foi erguida no ano de 1935 tendo o local adotado o nome de Cabeço da Cruz.

Banco São Miguel junto à Cruz do Cabeço em Mação. Créditos: Rodrigo Assunção -Modo Vision

Não se trata apenas de uma Cruz de cimento com oito metros de altura. Como referido na revista Terras do Tejo “a Cruz (…) lá ficou, no cimo do monte escalvado, falando a muda linguagem clara, mais clara do que o cimento, duma doutrina que não morre nem envelhece”.

Nas últimas nove décadas Mação cresceu e evoluiu com a Cruz plantada ao alto, voltada para a vila e de onde tudo se avista.

A Cruz do Cabeço sobre Mação fez 90 anos no dia 28 de abril, tendo sido marcado um passeio comemorativo para o domingo seguinte, 4 de maio, organizado pela Associação de São Miguel, que acabou adiado devido às condições meteorológicas adversas. A iniciativa acabou por ocorrer no dia 24 de maio.


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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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