Nenhum dos associados requerentes da Assembleia Geral extraordinária compareceu na sexta-feira e, assim, não se realizou a reunião convocada para destituir a Mesa da Assembleia-Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos (AHBVT). Os mais de 100 sócios que disseram presente à convocatória repudiaram a atitude dos associados ausentes a aprovaram uma moção de censura.
A reunião extraordinária da Assembleia-Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos (AHBVT) convocada para sexta-feira, dia 12 de abril, não se realizou por não ter comparecido nenhum dos associados requerentes do pedido que visava a destituição da Mesa da Assembleia-Geral, presidida por Arnaldo Santos.
“Os mais de 130 associados presentes manifestaram o seu desagrado, repúdio e censura por esta atitude, classificando-a de um total desrespeito pelos sócios e pela AHBVT, tendo sido aprovada uma “moção de censura por unanimidade”, indica a AHBVT, em comunicado.
A reunião extraordinária da Assembleia Geral estava marcada para sexta-feira, dia 12 de abril, pelas 20h00, tendo como ponto único na ordem de trabalhos a “Destituição da Mesa da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos”.

Depois de um período conturbado no seio da associação humanitária, que levou à demissão da direção e à realização de eleições antecipadas, o empresário Gonçalo Pereira assumiu em março a presidência da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos (AHBVT), ao vencer com 76% dos votos, tendo afirmado querer “pacificar” a corporação para esta se focar na prestação do socorro.
As eleições foram direcionadas apenas para a direção da AHBVT, mantendo a Assembleia Geral e o Conselho Fiscal o exercício de funções. Entretanto, um grupo de sócios, alheio à atual direção, decidiu apresentar um pedido de convocatória de uma Assembleia Geral extraordinária, mas acabaram por não comparecer.
“Quero, desde já, pacificar e devolver a paz e a tranquilidade à associação para que esta possa cumprir a sua missão no âmbito do socorro e apoio de emergência à população e, se possível, com o comandante José Carlos”, disse no dia da eleição, a 16 de março, o empresário de Torres Novas que, aos 43 anos, assumiu a continuidade de um mandato válido até 2025 e que a anterior direção suspendeu em fevereiro, ao ter apresentado a demissão em bloco, precipitando eleições antecipadas.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral, Arnaldo Santos, deu conta de 538 sócios votantes, num universo de cerca de sete mil associados, com a lista A, liderada por Gonçalo Pereira, a obter 407 votos (76%) e a lista B, liderada pelo presidente demissionário, Nuno Cruz, a registar 126 votos, havendo ainda um voto nulo e quatro em branco.

