O veto da Câmara Municipal da Moita ao aeroporto do Montijo parece abrir uma nova oportunidade para trazer valor para a região através da aposta base aérea de Tancos como “terceiro Terminal” da Portela. A verdade é que a infraestrutura do Montijo pretendia apenas ser um complemento temporário da Portela até à previsível construção de um grande aeroporto que permitisse encerrar a Portela/Humberto Delgado e reduzir assim os riscos ambientais e de segurança para as populações em Lisboa.
As constantes aselhices do atual governo no processo de licenciamento do aeroporto do Montijo atrasaram de tal forma o processo que, segundo vários especialista no sector, quando estiver pronto já não dá o escoamento necessário pretendido face ao previsível aumento do volume de tráfego aéreo.
Desta forma parece cada vez mais razoável recuar estrategicamente e começar a preparar a construção do grande aeroporto que esteve previsto para a OTA mas que é hoje consensual que deverá ser na região de Benavente e Alcochete. A ocorrer esta opção continua a haver necessidade de encontrar um complemento à Portela até o novo aeroporto de Benavente/Alcochete estar pronto.
É aí que Tancos aparece como a opção mais razoável, sustentável e condições de acessos de navegação únicas para num curto espaço de tempo e a baixo custo poder figurar como “Terminal 3 do Aeroporto de Lisboa”.
Para aqueles que consideram a utilização civil para voos comerciais da Base Aérea de Monte Real importa dizer que jamais poderá ser um complemento ao Aeroporto da Portela já que a distância a Lisboa e o nível de acessos é incomparável com a proximidade da A1 e da A23 a Tancos sem esquecer a proximidade de Linha do Norte e o interface ferroviário, ao nível de passageiros e de mercadorias, do Entroncamento.
E penso já não precisar de utilizar o argumento da proximidade ao Santuário de Fátima que tantas vezes é usado por outros grupos de pressão tão distantes desta realidade. Fátima fica ao lado do Entroncamento e quer de carro quer de comboio demora-se cerca 20 minutos entre os dois locais.
Em boa hora o PSD ao nível distrital levantou esta proposta que hoje, face aos erros cometidos pelo Governo, parece fazer ainda mais sentido e que espero, quer o Governo quer os restantes partidos saibam aproveitar. Saudar também os autarcas que em boa hora aderiram a este desígnio.

Concordo, há muito, com a opção Tancos. Às razões apontadas, acrescento a importância que terá para os distritos de Coimbra, Castelo Branco e Portalegre, na dinamização empresarial em geral e no turismo em particular.
só mesmo doidos.
Cada maluco com a sua paranóia e este do psd não deixa de ser mais um grunho igual a tantos outros.
Pois não foi este atrasado mental que andou a tirar pensões às pessoas e a cortar salários e agora quer construir um apeadeiro junto de sua casa.
E já agora quem é que vai pagar esta coisa?
é este menino?
Um futuro aeroporto em Tancos custaria apenas um “armazém” adaptado para servir de gare para as Low cost e bastaria por um mini bus a fazer a ligação pendular com a estação ferroviária do entroncamento (menos de 15 minutos ) para ligar a linha do norte e ao nivel rodoviário há um nó de autoestrada a menos de 2 minutos ficando de carro Abrantes a 15 minutos,Tomar a 20 minutos, Fátima a meia hora, Santarém e leiria a menos de 45 minutos , Coimbra e Caldas da rainha a uma hora, Figueira da Foz e Lisboa a menos de uma hora e meia …..Um investimento irrisório, que traria desenvolvimento para fora de Lisboa e Porto e iria aliviar o congestionado aeroporto de lisboa deslocalizando parte das low cost para fora de lisboa dando-lhes espaço aéreo e logística barata para operar ….uma opção barata , rápida e sem impactos ambientais alem dos já existentes .
Completamente irrealista. Tancos poderá ter condições para ser um Aeroporto Regional ou possuir um Terminal Civil no actual Aeródromo Militar de Tancos pois já nem é Base Aérea 4 tendo sido descativada pela FAP. A Pista é insuficiente e está sem obras há décadas. Exigiria um enorme investimento e não poderia crescer além dos 2500 metros o que apenas daria para operar com limitações B737 e A320 aviões de médio Curso. ‘Terminal 3 da Portela’ a 140 km desta só mesmo na mente de alguns iluminados que colhem votos com a ignorância das populações nesta matéria da Indústria Aeronáutica.
Jorge Estevez
Piloto de Linha Aérea