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O veto da Câmara Municipal da Moita ao aeroporto do Montijo parece abrir uma nova oportunidade para trazer valor para a região através da aposta base aérea de Tancos como “terceiro Terminal” da Portela. A verdade é que a infraestrutura do Montijo pretendia apenas ser um complemento temporário da Portela até à previsível construção de um grande aeroporto que permitisse encerrar a Portela/Humberto Delgado e reduzir assim os riscos ambientais e de segurança para as populações em Lisboa.

As constantes aselhices do atual governo no processo de licenciamento do aeroporto do Montijo atrasaram de tal forma o processo que, segundo vários especialista no sector, quando estiver pronto já não dá o escoamento necessário pretendido face ao previsível aumento do volume de tráfego aéreo.

Desta forma parece cada vez mais razoável recuar estrategicamente e começar a preparar a construção do grande aeroporto que esteve previsto para a OTA mas que é hoje consensual que deverá ser na região de Benavente e Alcochete. A ocorrer esta opção continua a haver necessidade de encontrar um complemento à Portela até o novo aeroporto de Benavente/Alcochete estar pronto.

É aí que Tancos aparece como a opção mais razoável, sustentável e condições de acessos de navegação únicas para num curto espaço de tempo e a baixo custo poder figurar como “Terminal 3 do Aeroporto de Lisboa”.

Para aqueles que consideram a utilização civil para voos comerciais da Base Aérea de Monte Real importa dizer que jamais poderá ser um complemento ao Aeroporto da Portela já que a distância a Lisboa e o nível de acessos é incomparável com a proximidade da A1 e da A23 a Tancos sem esquecer a proximidade de Linha do Norte e o interface ferroviário, ao nível de passageiros e de mercadorias, do Entroncamento.

E penso já não precisar de utilizar o argumento da proximidade ao Santuário de Fátima que tantas vezes é usado por outros grupos de pressão tão distantes desta realidade. Fátima fica ao lado do Entroncamento e quer de carro quer de comboio demora-se cerca 20 minutos entre os dois locais.

Em boa hora o PSD ao nível distrital levantou esta proposta que hoje, face aos erros cometidos pelo Governo, parece fazer ainda mais sentido e que espero, quer o Governo quer os restantes partidos saibam aproveitar. Saudar também os autarcas que em boa hora aderiram a este desígnio.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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