Tramagal, vista sobre o miradouro e do Tejo. Foto arquivo: Telmo Rodrigues

Apresentado o OE2020 chega o momento crucial para saber se as promessas da última campanha eleitoral são cumpridas pelos partidos dos quais depende a aprovação deste Orçamento. Este é o momento de estarmos atentos para não voltarmos a ser enganados.

BE e PCP prometeram acabar com as portagens na A23. Será que o seu voto que viabiliza o OE2020 vai depender disso? Têm aqui mais uma oportunidade, a quinta em 5 anos, de aprovar esta medida já o que o Orçamento só passa com o seu apoio. Veremos se isso era mesmo uma prioridade ou apenas uma aldrabice.

Será que a nova travessia do rio Tejo entre Abrantes e Chamusca está no OE2020? E a conclusão do IC3 que permitiria retirar o transito de camiões com resíduos perigosos do centro da Chamusca, também está na proposta de OE2020? Veremos o que fazem os nossos Deputados do distrito.

E as prometidas remodelações ou remodelações dos diversos postos territoriais da GNR e quartéis da PSP bem como o reforço de pessoal, sobretudo da GNR nos concelhos do interior que foram repetidamente prometidos durante a campanha eleitoral, será que também estão nesta proposta de OE2020?

E o reforço de assistentes operacionais para as escolas, a renovação do material informático, a remodelação das escolas degradadas do distrito e a retirada do amianto, será que também está na proposta da Educação?

Importa também estamos atentos ao prometido investimento na reforma da floresta que tantas vezes foi repetido em campanha eleitoral para verificarmos se não passou de conversa de campanha ou se é mesmo uma reforma para fazer. Estou preocupado pois o seu principal mentor e executor, o Ex Secretário de Estado Miguel Freitas, foi afastado do Governo.

E na saúde? Será que mesmo sem médicos nas unidades existentes se vai operar o milagre da multiplicação e abrir todas as valências e urgências prometidas pelo Partido Socialista, BE e PCP na região do Médio Tejo?

A lista poderia continuar, mas para já basta ficar por aqui.

Este Orçamento de Estado só será aprovado com os votos do PS, PCP e BE. Portanto depende destes partidos o cumprimento das suas promessas aos eleitores. Têm a força suficiente para vergar o Governo a fazer o que prometeram. Veremos como se comportam.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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