Mercadinho de Artes e Ofícios promove em Sardoal o saber-fazer local. Foto arquivo: Tagus

A Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, vai realizar um intercâmbio entre artesãos da região e da Estónia, no âmbito de uma candidatura ao programa Erasmus +, da Comissão Europeia. Este pedido de apoio de projetos a curto prazo, para a mobilidade de alunos e pessoal na educação de adultos, vai permitir a troca de experiências entre artesãos de Abrantes, Constância e Sardoal e os pares da Estónia.

A candidatura da Tagus, com o parecer positivo pela Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, vai dar oportunidades aos artesãos do Ribatejo Interior de melhorar as suas competências, através do contacto com a realidade da Estónia, nas áreas de inovação, digitalização, literacia tecnológica e design.

O projeto vai permitir promover o intercâmbio de conhecimento entre artesãos portugueses e estónios, garantindo que o colocam em prática na sua atividade, após a participação dos artificies na Feira de S. Martinho, em Talin (Estónia), a decorrer entre os dias 7 e 9 de novembro. Além disso, vai ser estabelecido um meio de comunicação à distância entre os participantes do território e os da FolkArt – União de Arte Popular e Artesanato da Estónia.

A TAGUS acredita que, com o desenvolvimento do projeto, permitirá a capacitação destes agentes do seu território, de forma equitativa e inclusiva, percecionando de melhor forma o mercado e os hábitos de consumo, de modo a criar novas estratégias de promoção, valorização e comercialização.

Por outro lado, acrescenta, o memo irá dotar os artificies de um “maior sentido de iniciativa e de empreendedorismo, sensibilizá-los para a interculturalidade, contribuir para melhorar as competências digitais e a nível de línguas estrangeiras”, criando na região “maior empregabilidade e melhoria das perspetivas de carreira” nas artes manuais.

Paralelamente, os artesãos terão contacto com outras realidades e técnicas que potenciam a criação de novos produtos e formas de expressão artísticas com interligação de artes, novos processos de produção e de comercialização, focados na sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

Este projeto insere-se na estratégia dinamizada pela TAGUS, na promoção e valorização das Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, que iniciou com a dinamização do AO.RI, apoiado pelo Programa Operacional do Centro (Centro 2020), do Portugal 2020, e cofinanciado pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER).

As ações destinam-se a contribuir para o reconhecimento das artes e ofícios como meio de preservação da identidade e cultura local, valorização do “saber-fazer” e modernização do artesanato de Abrantes, Constância e Sardoal, de forma que, também, permita alargar a oferta turística ao contribuir para a maior atração de visitantes, e assim dinamizar a economia local, o turismo e o emprego da região.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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