Jorge Roberto junto ao presépio que fez em pedra, em 2016. Fotografia de Arquivo: mediotejo.net

“A única coisa que eu precisava para fazer o Presépio do Mourolinho era o gosto e a vontade cá dentro… e foi isso que morreu.” A explicação é dada por Jorge Roberto, artesão que todos os anos montava um grande presépio com dezenas de figuras de pedra no largo da aldeia do Mourolinho, no concelho de Ferreira do Zêzere, que ganhava um encanto especial nesta quadra natalícia, atraindo muitos visitantes.

Um dos desgostos que teve no ano passado, diz, foi ter sido feita uma reportagem da SIC no local mas que nunca chegou a ser transmitida. “Na minha simples maneira de ver, quem foi humilhado foi esta terra do concelho de Ferreira do Zêzere e todos os Ferreirenses”, lamenta Jorge Roberto.

A originalidade dos três Reis Magos, esculpidos em pedra. Fotografia: mediotejo.net

O artesão diz que durante 13 anos sempre fez o presépio “sem pedir nada em troca”. Por várias vezes lhe pediram para o fazer noutro local. “Sempre respondi que não, pois se o mudasse de lugar deixava de ser o presépio do Mourolinho e seria o presépio do Jorge Roberto”, explica.

Apesar da desmotivação, o artesão agradece a solidariedade de todos e anuncia que este ano vai montar um presépio na “Quinta Natal” em Alviobeira, no concelho de Tomar, no fim de semana de 10 e 11 de dezembro.

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Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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