Arlindo Consolado Marques, o guardião do Tejo, foi um dos vencedores do Prémio Tágides 2023. Foto: CC

O ativista ambiental Arlindo Consolado Marques, natural de Ortiga (Mação), conhecido como o guardião do Tejo e dirigente do movimento proTEJO, foi um dos vencedores do “Prémio Tágides 2023: pessoas que nos inspiram no combate à corrupção“, promovido pela associação All4Integrity e cuja entrega decorreu em Lisboa.

“O Arlindo Consolado Marques acabou de receber o Prémio Tágides pela coragem em proteger com justiça toda a vida associada ao rio Tejo, a sua comunidade. Pelo caminho foi perseguido e intimidado, mas persistiu contra os poderes da indústria poluidora. Por isso mesmo este Prémio é merecido e o proTEJO lançou uma petição pública e a Iniciativa Legislativa de Cidadãos “Pela Proteção do Cidadão Denunciante” no sítio do Parlamento “para evitar futuros processos de intimidação sobre cidadãos denunciantes”, disse Paulo Constantino, porta voz do proTEJO, como representante de Arlindo Marques a receber o Prémio.

Arlindo Consolado Marques, que não marcou presença na cerimónia por motivos profissionais, enviou um vídeo de agradecimento pelo reconhecimento da organização da atividade desenvolvida em defesa do Tejo.

VÍDEO/MENSAGEM DE ARLINDO CONSOLADO MARQUES:

O evento, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, teve ainda como vencedores o professor e ex-ministro Miguel Poiares Maduro, na Iniciativa Política, e Whistleblower Software ApS, na Iniciativa Empresarial, Filipe Teles, na categoria Iniciativa Jovem, João Crisóstomo, na categoria Iniciativa Portugal no Mundo, António Maia, na categoria Projeto de Investigação, e Carla Castelo, na categoria Iniciativa Local, além de Arlindo Consolado Marques, no Projeto da Sociedade Civil.

Arlindo Marques e Paulo Constantino, do movimento pelo Tejo – proTEJO. Foto: DR

Segundo a organização do Prémio Tágides 2023, a terceira edição do galardão, do total de 171 nomeações e candidaturas recebidas foram selecionados 45 nomes, tendo os trabalhos de cada nome selecionado sido analisados por um painel de jurados, composto por 42 elementos.

Esta iniciativa é promovida anualmente para “identificar, reconhecer, celebrar e premiar projetos, trabalhos e/ou iniciativas de pessoas que se destaquem na promoção de uma cultura de integridade e prevenção e luta contra a corrupção em Portugal, em várias áreas da sociedade”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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