O concelho de Mação tem uma densa mancha florestal tendo sido particularmente fustigado por incêndios de grandes dimensões. Foto arquivo: DR

Nesta que é a minha primeira crónica de 2018, gostaria de desejar a todos os leitores, bem como à direção do jornal mediotejo.net e seus colaboradores um Bom Ano 2017.

Gostaria de abordar hoje um tema que, apesar de ter alguns meses, continua hoje ainda muito actual – os incêndios ocorridos durante 2017!

O Concelho de Mação ardeu com severidade por duas vezes em 2017, em julho e em agosto. No entanto, o concelho de Mação não está abrangido, até à data, pelas medidas de apoio às vítimas aprovadas pela Lei 108/2017 de 23 de novembro.

A Lei 108/2017 de 23 de novembro resulta de uma proposta do PSD, CDS e PCP para o apoio às vítimas desse incêndio de Pedrógão. Essa Lei foi apresentada em julho de 2017, depois dos incêndios de Pedrógão Grande e antes de todos os outros, mas, por oposição, na altura, do PS, não foi votada, tendo sido adiada a sua votação para depois das férias parlamentares, o que veio a acontecer no final de outubro.

É minha convicção que esta situação se irá alterar hoje, depois da votação na especialidade da proposta de alteração que o CDS apresentou a um Projecto de Lei que altera esta Lei, alargando-a a outros concelhos onde os incêndios ocorridos sejam de excepcional gravidade, o que, em nosso entender, permitirá alargar as medidas existentes aos concelhos de Mação, Gavião e Nisa.

Com efeito, o CDS apresentou uma proposta de alteração que previa, inicialmente, o alargamento das medidas de apoio às vítimas do incêndio de Pedrógão às vítimas do incêndio de 14 a 16 de outubro. Todavia, depois de uma melhor reflexão, apresentámos uma proposta de alteração ao nosso próprio Projeto onde está previsto o alargamento destas medidas a outros incêndios “considerados de excecional gravidade”, precisamente porque houve outros casos, nomeadamente Mação (ou ainda Gavião ou Nisa), em que o Estado falhou igualmente e que por isso devem ficar em pé de igualdade com os restantes concelhos.

A nossa proposta é que se considerem de excecional gravidade os incêndios florestais “cujas consequências afetem de forma significativa: a) a vida ou a integridade física, o património ou os rendimentos dos habitantes de um ou vários concelhos; b) As atividades económicas principais de um ou vários concelhos; ou c) As redes viárias, os recursos naturais ou o património natural dos municípios afetados.”

O PS parece finalmente aceitar que estas populações têm de ser de alguma forma compensadas pelos seus prejuízos e ajudadas no relançar das suas actividades económicas, mesmo se, felizmente, nestes casos não houve vítimas mortais a registar!

Assim, hoje mesmo será votada na especialidade, na Comissão de Agricultura e Mar, uma proposta do PS que vai ao encontro da solução que o CDS apresentou, o que muito nos apraz!

Esperemos que seja aprovada efectivamente e que o Governo a ponha em prática para que as verbas comecem a chegar o mais depressa possível às pessoas!


Discover more from Médio Tejo

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Foi deputada à Assembleia da República pelo CDS-PP pelo círculo eleitoral de Santarém, cidade onde reside. Integra a Comissão de Agricultura e Mar, da qual é coordenadora, a Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação e é ainda suplente na Comissão de Saúde.
Engenheira Agrónoma de profissão, iniciou a sua carreira profissional na Agroges - Sociedade de Estudos e Projectos, foi Secretária Geral da Associação dos Agricultores do Ribatejo, docente convidada na Escola Superior Agrária de Santarém nas áreas de economia agrícola e adjunta do Gabinete de Assunção Cristas quando era Ministra da Agricultura e Mar.
A vida política surgiu naturalmente pelo seu percurso profissional nos domínios da política agrícola nacional e comunitária aliado ao valor que o CDS sempre deu à agricultura e à importância deste sector da economia na nossa região.

Deixe um comentário

Leave a Reply