Apelo ao silenciar das armas deixado em Fátima por cardeal brasileiro. Foto: EPA

Os conflitos armados estiveram em destaque este domingo, no Santuário de Fátima, na peregrinação internacional aniversária de outubro, com os fiéis a rezarem pelo final da guerra. O Bispo de Leiria Fátima, que encerrou hoje as grandes peregrinações do ano do Centenário, afirmou que a mensagem de Fátima é uma “promessa consoladora de paz  e não de destruição” e recordou as palavras deixadas, no cinquentenário das Aparições, pelo papa Paulo VI alertando para a ameaça de uma guerra nuclear “que é tão aguda como então”.

“Persistem as tensões entre as grandes potências, continuam os conflitos configurando uma ‘terceira guerra mundial em episódios’, alastra o terrorismo e a ameaça nuclear”, disse D. António Marto, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas para a Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de outubro.

Na Oração Universal, foi deixado o desejo de que “cessem as guerras no mundo, especialmente na Síria, em Israel, na Palestina, na Ucrânia e em outros lugares de conflito”, bem como para que os “governantes do mundo inteiro (…) promovam a paz, a justiça e defendam os mais desfavorecidos e maltratados”.

Nesta oração não foram esquecidas as “famílias em meio a guerras e perseguições”, e foi rezado também “pelos que sofrem, pelos famintos, doentes e rejeitados, para que encontrem acolhimento e alívio”.

Esta peregrinação foi presidida pelo arcebispo brasileiro de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, e nela participaram 181 grupos organizados de fiéis oriundos de 31 países.

O arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, pediu hoje, em Fátima, o silenciar das armas “que geram a morte”, apelando aos governantes que trilhem “as sendas da fraternidade, da paz”.

Na homilia da missa da peregrinação internacional aniversária de 13 de outubro ao Santuário de Fátima, o cardeal brasileiro exortou à intervenção de Nossa Senhora para que “converta, transforme o coração dos que alimentam o ódio, a vingança, a destruição, a morte, e se instaure a fraternidade, a irmandade”.

A eucaristia desta manhã ficou marcada pela utilização da chamada “Custódia Irlandesa”, oferecida ao Santuário de Fátima em 07 de outubro de 1949, passando a simbolizar, em Fátima, segundo o santuário, “o amor que os irlandeses votam à Mãe de Deus”.

A custódia é uma peça onde se coloca a hóstia quando se expõe à adoração dos fiéis.

Executada pelo ourives irlandês Larry Gunning, é composta de ouro, prata dourada e pedras preciosas, tendo sido encomendada por um casal irlandês com o fim de cumprir uma promessa a Nossa Senhora de Fátima. Para a sua concretização, o casal promoveu uma coleta para a qual contribuíram muitos católicos das quatro províncias irlandesas através da oferta de objetos de ouro, prata e joias.

“A generosidade dos irlandeses fora de tal modo que a peça deixou de ser uma oferta pessoal para passar a corporizar uma oferta dos católicos da Irlanda”, informou o santuário.

Com uma altura de mais de cerca de um metro e um peso de oito quilogramas, a custódia encontra-se adornada com 1.750 pedras preciosas.

Agência de Notícias de Portugal

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