Antigos barcos avieiros percorrem o Tejo em cruzeiro religioso e cultural. Foto arquivo: mediotejo.net

Este fim de semana, a 6ª etapa do Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo parte na manhã de sábado de Ortiga (Mação) rumo a Alvega (Abrantes), onde a comitiva pernoitará com a imagem da Senhora dos Avieiros e do Tejo. No domingo, a 7ª etapa vai ligar Alvega a Rossio ao Sul do Tejo. A 8ª das 21 etapas previstas inicia no sábado, 7 de junho, em Tramagal, em direção a Vila Nova da Barquinha.

Foi no dia 17 de maio que o XI Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo – V Cruzeiro Ibérico do Tejo se fez à água na aldeia ribeirinha do Rosmaninhal (concelho de Idanha-a-Nova), passando por Alcántara del Tajo e finalizando em Oeiras. A imagem de Nossa Senhora dos Avieiros integra a peregrinação desde a etapa inicial, tendo vindo da igreja de madeira da Praia da Vieira de Leiria, onde fica durante todo o ano.

Desde 17 de maio que o Cruzeiro, com a Nossa Senhora dos Avieiros, segue em viagem pelo rio Tejo, com vinte e uma etapas, que decorre até 29 de junho, uma iniciativa que tem como objetivo principal ligar o rio Tejo desde Espanha, tendo como ponto de partida Rosmaninhal, até ao grande estuário do rio, em Oeiras.

Passagem do Cruzeiro Religioso da Senhora dos Avieiros e do Tejo junto a Alvega, em Abrantes. Foto arquivo: mediotejo.net

O Cruzeiro “de fé e afetos” segue rio abaixo, numa peregrinação fluvial com cariz religioso mas também cultural, onde se aviva a memória da cultura avieira ao longo de 6 semanas, transpondo barragens e açudes.

Entre as diversas paragens, surgem os ‘portos’ das comunidades ribeirinhas para adoração à Santa, onde as gentes preparam receções solenes, cerimónias e até missas de campo ou nas igrejas e capelas próximas do desembarque, tudo em louvor da padroeira.

Este ano, a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros chegou à região no dia 26 de maio, à Igreja do Cadafaz, em Gavião.

No dia 31, sábado, a peregrinação parte de Ortiga (Mação) na sua sexta etapa, percorrendo nesse fim de semana o município de Abrantes, onde atracará ao fim do dia de domingo, em Rossio ao Sul do Tejo. A comitiva sai do Médio Tejo no domingo 8 de junho, data em que parte de Vila Nova da Barquinha rumo a Chamusca e Golegã, onde fecha a 9ª etapa.

O Cruzeiro, constitui-se de um núcleo tradicional, realiza-se por embarcações típicas do Tejo, como o tradicional picoto e a bateira, que transportam a imagem de Nossa Senhora dos Avieiros e do Tejo, em peregrinação fluvial às comunidades ribeirinhas e às aldeias avieiras, nas margens do Tejo.

A chegada dos barcos tradicionais às comunidades ribeirinhas e aldeias avieiras, é assinalada com bandas filarmónicas, piqueniques, celebrações religiosas e outras manifestações desportivas e culturais, envolvendo as populações.

Nesta jornada fluvial, as embarcações, onde segue a imagem da santa padroeira do Tejo e das comunidades piscatórias, descem o rio engalanadas.

Cruzeiro Religioso do Tejo regressa para a mais longa edição movido pela fé das populações ribeirinhas. Foto arquivo: mediotejo.net

Na região, a XI edição do Cruzeiro chegou na 5ª etapa, durante a semana, à igreja do Cadafaz (Gavião), saindo de Ortiga no dia 31 de maio, já na 6ª etapa, rumo a Alvega, Barca do Pego, Pego, Barreiras do Tejo e Rossio ao Sul do Tejo.

A 8ª etapa arranca dia 7 de junho (sábado), a partir de Tramagal, Rio de Moinhos, Amoreira, Constância e Praia do Ribatejo, Arripiado, Tancos, finalizando em Vila Nova da Barquinha.

No domingo, 8 de junho, arranca a 9ª etapa, a partir de Vila Nova da Barquinha, seguindo para Pinheiro Grande, depois Porto das Mulheres – Chamusca e Azinhaga (Golegã). Segue rio abaixo até Oeiras.

Foto: Jorge Santiago

Organizado pela Confraria Ibérica do Tejo , o Cruzeiro conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República e a colaboração da Stella Maris-Portugal, organização internacional da Igreja Católica para os mares e os rios.

A Confraria Ibérica do Tejo é uma associação de caráter não reivindicativo e o X Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo \ IV Cruzeiro Ibérico do Tejo tem somente um caráter religioso e cultural.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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