Paulo Constantino, fundador do movimento ambientalista e um dos porta-voz do proTEJO. Foto: mediotejo.net

O responsável da plataforma espanhola Red del Tajo, Alessandro Cano, disse hoje à agência Lusa que o problema da poluição no Tejo começa em Espanha e vem “essencialmente de Madrid”, que exerce “enorme pressão” no rio.

“O problema [poluição] começa em Espanha. A poluição vem essencialmente de Madrid, cuja população e as suas indústrias exercem uma pressão muito grande sobre o rio Tejo”, afirmou o ambientalista, durante uma manifestação em Vila Velha de Ródão contra a poluição no Tejo que juntou 500 pessoas, segundo a organização.

Os manifestantes marcharam desde o cais fluvial de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, até à entrada do acesso privado para a empresa Celtejo, fábrica de pasta de papel da Altri.

“Viemos solidarizar-nos com o protesto português que é também um protesto espanhol, porque partilhamos um mesmo rio, problemas de contaminação e uma península”, explicou Alessandro Cano, enquanto segurava um cartaz com a frase “Por un Tajo vivo, Tranvases no” (“por um Tejo vivo, descargas não”).

Já Paulo Constantino, porta-voz do movimento ambientalista proTEJO, que organizou este protesto, leu um manifesto, durante a manifestação, que pede ao ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que intervenha no sentido de serem tomadas medidas para a contenção das descargas poluentes no rio Tejo.

“Os cidadãos e as populações ribeirinhas, reunidos em defesa do Tejo, requerem que o senhor ministro do Ambiente intervenha (…) para garantir que as emissões de efluentes da Celtejo para o rio Tejo estejam dentro dos parâmetros que garantam o objetivo de alcançar o bom estado ecológico das suas massas de água ao longo de todo o seu curso em território português (…)”, defende o manifesto.

O texto pede “maior fiscalização” e alerta que, desde o final do ano passado, “a poluição visível no rio Tejo tem vindo novamente a aumentar, constatando-se um aumento do número das ocorrências e um significativo nível de poluição cuja principal origem na zona de Vila Velha de Ródão foi recentemente reconhecida no relatório da Comissão de Acompanhamento sobre a Poluição no rio Tejo”.

C/Lusa

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