Alta Velocidade é “uma oportunidade para Santarém e a região” - Autarca

O presidente da Câmara de Santarém defendeu a inclusão de Santarém no traçado da futura linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa, pela “oportunidade de transformação” para o concelho e para as sub-regiões do Médio Tejo e da Lezíria.

“Esta proposta representa muito mais do que uma simples linha férrea: é uma oportunidade de transformação para Santarém e para toda a região do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo”, disse na quinta-feira João Teixeira Leite em nota publicada nas redes sociais, sublinhando que a sua concretização poderá trazer “benefícios reais e duradouros” para a região.

O autarca reagia ao estudo recentemente apresentado pela GV Consultores, em parceria com a ADFERSIT e a CIP, à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, e que propõe um novo traçado para a linha de Alta Velocidade entre Soure e Carregado, que poderá incluir Santarém como uma paragem estratégica no eixo Porto–Lisboa.

Entre as vantagens apontadas por João Teixeira Leite estão o aumento da coesão territorial e a redução das assimetrias regionais, a poupança no valor global do investimento, a valorização do turismo e do comércio, a atração de investimento e a dinamização da economia local, bem como o fortalecimento da ligação entre o interior e os grandes centros urbanos.

O autarca salientou, no entanto, que esta oportunidade só se concretizará se for acompanhada de “visão estratégica e ação coordenada”, apelando à mobilização de autarcas, entidades regionais, associações empresariais, instituições de ensino superior e cidadãos para estudar aprofundadamente a proposta, avaliar impactos e riscos e “construir uma posição concertada e robusta” a apresentar junto do Governo e das entidades responsáveis pelo projeto.

“Santarém tem de liderar, mobilizando os restantes municípios e em conjunto ter uma posição articulada que defenda os superiores interesses da região – e também os do País”, afirmou o autarca, acrescentando que a Alta Velocidade deve “servir o território e promover um verdadeiro desenvolvimento nacional, assente em critérios de racionalidade, justiça territorial e sustentabilidade”.

O presidente da Câmara de Santarém adiantou que já solicitou ao ministro das Infraestruturas uma reunião para colocar esta proposta na ordem do dia e que irá propor aos seus colegas da CIM da Lezíria do Tejo a adoção de uma posição conjunta sobre o tema.

A CIM do Médio Tejo manifestou na quarta-feira satisfação pela existência de uma proposta alternativa para o traçado da LAV no acesso ao novo aeroporto de Lisboa, previsto para Alcochete, destacando benefícios em termos de coesão territorial (ver AQUI).

“Foi-nos apresentado um trajeto que beneficia a região e, diria mais, todo o interior, com um sentido de coesão territorial e de valorização do Médio Tejo”, disse à Lusa o presidente da CIM, Manuel Jorge Valamatos, na sequência de uma reunião com os promotores da proposta.

O documento defende a passagem da linha pela margem esquerda do Tejo, beneficiando diretamente localidades como Santarém, Almeirim, Ourém e Fátima, bem como várias cidades do Médio Tejo, entre as quais Entroncamento, Tomar e Abrantes, estendendo a ligação a Castelo Branco, Covilhã e Guarda.

A proposta prevê subestações intermédias de Leiria/Fátima e Santarém que respondem a dinâmicas regionais e turísticas, como o turismo religioso em Fátima, estimando captar parte dos cinco milhões de visitantes anuais, e o desenvolvimento industrial em áreas como Marinha Grande e Leiria.

Já a Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI) expressou total oposição à eventual alteração do traçado da alta velocidade ferroviária e demarcou-se da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), uma das promotoras da proposta, posição partilhada pela CIM da Região de Leiria, que rejeitou, na quarta-feira, eventuais desvios do traçado da LAV, manifestando “perplexidade e total oposição”.

c/LUSA

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