Alexandra, 15 anos, está em paradeiro incerto desde o dia 9 de fevereiro, quando fugiu do lar onde se encontrava. Foto: mediotejo.net

Uma jovem menor de idade, com 15 anos, completados em dezembro último, está desaparecida do lar onde se encontrava há cerca de duas semanas, tendo estado com a sua mãe pela última vez, em Tramagal, no dia 9 de fevereiro. Desesperada por não saber do seu paradeiro e preocupada com o que se poderá estar a passar com esta menina, a mãe apela por ajuda e por alguma informação útil sobre o seu paradeiro.

Alexandra Isabel Alves Tenaud, 15 anos, visitou a sua mãe em Tramagal pela última vez no dia 9 de fevereiro, depois de ter fugido, pela quinta vez, de um lar em regime aberto em Santarém, onde foi institucionalizada, depois de retirada pelo Tribunal de Família e Menores da guarda da mãe, que enviuvou recentemente, está desempregada, e vive com o rendimento social de inserção (158 euros) numa casa cedida por familiares.

A mãe, Isabel Alves, pede apoio e ajuda para encontrar a sua filha. Foto: mediotejo.net

“Ela não gosta de lá estar, diz que não se adapta e já tinha fugido de lá quatro vezes. Apareceu-me em casa às três da manhã do dia 9 de fevereiro, cheia de frio e fome, mas depois desapareceu outra vez deixando uma mensagem escrita a despedir-se, a dizer que queria ter uma vida normal e que não suportava voltar para o lar”, contou ao mediotejo.net Isabel Alves, 48 anos, a mãe da jovem em fuga.

“Desde a morte do pai, no ano passado, que ela ficou muito abalada. Agora andar para aí sozinha, sem eu saber onde está ou quem com anda, deixa-me numa angústia insuportável. Já pedi ajuda à GNR, que também anda à procura dela, e peço a quem puder dar alguma informação que telefone e me ajude. Perdi o meu marido, perdi o trabalho, perdi tudo, mas não posso perder assim a minha filha”, chora Isabel, que promete continuar a lutar para arranjar trabalho para poder reaver a sua filha e ter uma vida normal.

“Eu só peço que a deixem vir para o pé de mim, para ela poder acalmar, para poder ir para a escola e ter uma vida normal em família”, apela uma mãe Isabel, magra, fraca, e que revela marcas de uma vida que não lhe tem sorrido. A sua força é a luta pela custódia de uma filha, que não sabe onde se encontra, em mais uma batalha que só a sociedade a poderá ajudar a vencer.

Qualquer informação sobre o paradeiro da jovem Alexandra, contacte as autoridades policiais (GNR e/ou PSP) ou a própria mãe, através do telefone 925 118 685.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *