Cerca de três dezenas de trabalhadores do Município de Alcanena deslocaram-se ao salão onde decorria a reunião do Executivo, no dia 16, para exigir o pagamento das horas extraordinárias referentes ao período entre setembro de 2013 e junho de 2015, em que trabalharam 40 horas por semana.
Elsa Lopes, do Sindicato Nacional dos trabalhadores da Administração Local, explicou que estavam a realizar um plenário e decidiram deslocar-se à reunião de Câmara para sensibilizar os autarcas quanto ao pagamento das horas extraordinárias. Para tal invocam decisões judiciais que passaram pelas três instâncias, chegando ao Supremo.
Pedro Moisés, funcionário do Município, lamentou que a Câmara não responda aos requerimentos sobre o assunto e sublinha que os trabalhadores da CM Alcanena fizeram durante quase dois anos 40 horas semanais, tendo direito à diferença remuneratória.
A Presidente da Câmara, depois de dizer que não concordou com a lei das 40 horas, referiu que já houve reuniões anteriores sobre o assunto e que estava disponível para participar no plenário.
Fernanda Asseiceira argumentou com o cumprimento da lei e com base em pareceres jurídicos para não ir ao encontro da reivindicação dos trabalhadores. Quanto aos requerimentos afirmou que já tinha dado instruções para serem respondidos.
