O executivo camarário de Alcanena deliberou, por unanimidade, manter o tarifário de àgua para 2018, com tarifas variáveis para famílias numerosas, IPSS, Social e autarquias. Também a taxa de recursos hídricos vai manter-se em 0,0012 euros por m3.
O vereador Hugo Santarém (PS) explicou, na reunião de 4 de dezembro, que existia um desiquilíbrio muito acentuado entre os custos do sistema e os dividendos retirados através da tarifa, tendo sido decidida fazer essa correcção através o Plano de Saneamento Financeiro. “Já fizemos essa aproximação o ano passado e este ano continuamos nesta linha da adequação entre o aquilo que são os custos e os proveitos”, disse.
“O custo do acesso ao serviço não deve ser superior a um indicador que é 0,5% do rendimento total das famílias, para haver uma boa taxa de acesso. Em 2016, este indicador rondava os 0,22% e, neste momento, com a proposta de tarifário que apresentamos fica em 0,35%, ainda abaixo daquilo que é o considerado como o limite para uma boa acessibilidade”, explicou.
Também a taxa de resíduos urbanos vai manter-se uma vez que tem sido possível adequar os custos aos proveitos, sendo que, em 2016, se registou uma poupança efectiva na ordem de 150 mil euros anuais. A vereadora Maria João Rodolfo, do movimento “Cidadãos por Alcanena” questionou se, com este descréscimo de custos, não era possível haver uma ligeira diminuição das tarifas para o consumidor doméstico. O vereador Hugo Santarém refere que os custos têm que ser iguais aos proveitos, sendo que há ainda um déficit de 200 mil euros a corrigir. “Com a receita que cobramos ainda não estamos a ganhar para o que gastamos”, explicou.
