Foto: Freepik

“Esta adesão às Cidades e Vilas que Caminham vai no sentido de que o município pretende caminhar para a sustentabilidade de várias formas, nomeadamente na utilização de energias renováveis e também na questão da mobilidade”, disse o vereador do Ambiente da Câmara de Alcanena.

Segundo Nuno Silva, o ato de formalização da adesão vai decorrer esta terça-feira, no âmbito do programa delineado pelo município para assinalar a Semana Europeia da Mobilidade, tendo o autarca destacado o objetivo de “implementar projetos” para “incentivar as pessoas a andar a pé, a criar espaços que possam ser partilhados por todos, e criar segurança para que as pessoas possam, de facto, andar a pé”.

ÁUDIO | NUNO SILVA, VEREADOR AMBIENTE CM ALCANENA:

A rede tem por objetivo “incentivar os municípios a apostar por políticas urbanas de mobilidade sustentável que reforcem as condições de caminhabilidade, incrementar a intermodalidade, aumentar a segurança da circulação pedonal e viária, melhorem a qualidade de vida urbana, enriqueçam as sociabilidades, melhorem os parâmetros de saúde pública”, e “universalizem a utilização do espaço público para todos”, entre outros.

“Essa questão da mobilidade, para nós, faz sentido (…) e nada melhor do que pertencer a um grupo que já está constituído em várias localidades no nosso país e também em países vizinhos, nomeadamente em Espanha, onde é possível ir beber boas práticas, que nos podem vir a ser transmitidas, e que possamos colocar em prática nos projetos futuros no nosso município. É esse o objetivo”, declarou Nuno Silva.

Questionado sobre quais os projetos, o vereador apontou à “mobilidade sustentável urbana, pedonal e ciclável”, à “sensibilização em meio escolar”, a alunos e encarregados de educação, para “incrementar a utilização dos meios alternativos aos automóveis”, e ao próprio projeto de regeneração de habitação em curso.

“Há um que posso dizer já, que estamos a trabalhar e que tem a ver com a ligação, numa primeira fase, de Alcanena até à localidade de Moitas Vendas, ou seja, onde vamos fazer uma requalificação da estrada municipal e que também irá contemplar uma via para a questão da mobilidade para bicicletas, para pessoas que possam andar, e também até para servir de apoio à rota dos peregrinos no caminho de Fátima”, exemplificou.

Numa “segunda fase”, aduziu, “iremos fazer também a ligação de Moitas Vendas até Minde e apanhar depois a ligação que já existe hoje e que vai ligar até ao concelho de Ourém”, que confina com Alcanena.

“As linhas de pensamento que nós estamos a tentar implementar, o de trazer as pessoas para os centros urbanos, é uma das áreas que estamos a desenvolver, nomeadamente através da requalificação de edifícios que estão degradados. Ou seja, trazer as pessoas novamente e que possam depois usufruir daquilo que é o espaço público e que este espaço público possa ser partilhado”, declarou.

“Podermos ter carros, mas podemos ter pessoas, podemos ter bicicletas elétricas, e podemos ter outros meios onde todos possam coabitar. E ter também parques infantis disponíveis para os miúdos poderem brincar e ter tempo para brincar. É isso que pretendemos implementar”, vincou.

No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, Alcanena delineou um programa para sensibilizar a população para práticas mais amigas do ambiente, e que incluem a formalização da adesão à “Rede de Cidades e Vilas que Caminham”.

O dia começa com uma ação de sensibilização para o uso das bicicletas elétricas partilhadas meioB – Para Andar no Médio Tejo, da Comunidade Intermunicipal, e inclui uma “conversa” sobre “Espaço Público Partilhado”, com a participação de Paula Teles e Pedro Ribeiro da Silva, presidente e coordenador do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, respetivamemte, e de Marlene Carvalho, vereadora da Câmara Municipal.

Pelas 20h30, arranca uma Caminhada Noturna aberta ao público em geral, num circuito de dificuldade fácil e em meio urbano, numa extensão de 5km. A concentração será na Praça 8 de Maio. Os participantes devem usar colete refletor, lanterna, calçado e roupa adequada e estar munidos de água.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply