A 8 de março ambientalistas denunciaram um "vil ataque com poluição química" no rio Alviela. Foto de: Carlos Eduardo Maria

O episódio de poluição ocorrido em março que a GNR imputou à empresa municipal AQUANENA tornou novamente a ser rejeitado pela entidade. Na reunião de câmara de segunda-feira, 26 de abril, foi dado a reconhecer o relatório sobre a situação, em que a AQUANENA considera que não existem evidências de que tenha sido a causadora da poluição.

O tópico “Relatório de Ocorrência de Espumas no Rio Alviela – 05 de março 2021” foi a reunião camarária para conhecimento da vereação. Segundo referiu a presidente Fernanda Asseiceira (PS), o documento reitera que não existem provas objetivas para imputar à AQUANENA a espuma que foi identificada em Pernes. O texto foi já enviado às várias entidades.

Na discussão, a oposição dos Cidadãos por Alcanena questionou os motivos que conduziram a brigada do ambiente da GNR a levantar o auto – notícia à empresa municipal e porque a presidente só soubera da situação pela comunicação social. Também levantaram dúvidas sobre o processo e metodologia de recolha de amostras. “Temos muita informação mas não está sistematizada de forma precisa”, constatou Maria João Rodolfo, evidenciando alguma falta de clareza na informação.

Em resposta, Fernanda Asseiceira explicou que a GNR não é obrigada a comunicar o auto, enviado apenas para as entidades competentes, nomeadamente o IGAMAOT – Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.

A presidente tornou a recordar como soube do caso e as diligências que tomou para ficar ao corrente do que havia sucedido, reiterando não haver evidências que tenha sido a AQUANENA a responsável do episódio de poluição. “Se fosse a causadora tinha que o assumir”, afirmou. Considerou por tal, face às provas existentes, não pode ser a empresa a arcar com este tipo de responsabilidade.

Para a vereadora Maria João Rodolfo, este é um processo em que “ninguém fica bem na atuação”, quer a AQUANENA quer a GNR. “Isto é tudo uma trapalhada, sem pés nem cabeça”, comentou, afirmando porém acreditar nas explicações da presidente.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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