Alcanena projeta caminho de mobilidade de 18 km entre Olhos de Água e Vale Alto. Foto: CMA

O município de Alcanena apresentou o estudo preliminar para a criação de um caminho de mobilidade de 18 quilómetros entre a Praia Fluvial dos Olhos de Água e Vale Alto, focado na segurança e na preservação ambiental.

A apresentação da Fase II do projeto decorreu no dia 10 de abril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Desenvolvido pela empresa mpt – Mobilidade e Planeamento do Território, Lda., o estudo integra a estratégia municipal de valorização do território através da promoção da mobilidade suave e ativa.

O futuro percurso estende-se por cerca de 18 quilómetros, tendo sido desenhado para assegurar total acessibilidade aos utilizadores, sem comprometer os sensíveis valores ecológicos e biofísicos da região.

Segundo a autarquia, o documento demonstra a viabilidade técnica de conciliar as condicionantes geográficas e sociais, servindo como um elemento agregador das diversas áreas que atravessa.

A zona de intervenção reveste-se de uma importância ambiental estratégica, uma vez que a Praia Fluvial dos Olhos de Água acolhe a nascente do Rio Alviela, uma das mais importantes do país. Esta área está inserida nas franjas do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, caracterizada pela sua geomorfologia cársica e biodiversidade única.

Alcanena projeta caminho de mobilidade de 18 km entre Olhos de Água e Vale Alto. Foto: CMA

O projeto de mobilidade entre os Olhos de Água e Vale Alto (freguesia de Espinheiro) deverá funcionar como um complemento aos percursos pedestres já existentes na região, como a PR1 – Olhos d’Água do Alviela, ligando de forma mais estruturada o centro de interpretação ambiental e a zona de lazer às áreas populacionais mais elevadas.

Alcanena projeta caminho de mobilidade de 18 km entre Olhos de Água e Vale Alto. Foto: CMA

Esta infraestrutura é vista como um passo crucial para o turismo de natureza e para a melhoria da qualidade de vida dos residentes, ao permitir deslocações diárias em modos não motorizados num cenário de elevada proteção paisagística.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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