Nascente dos Olhos de Água, em Alcanena. Fotografia: mediotejo.net

Diz a lenda que nos Olhos de Água, a nascente do rio Alviela localizada na freguesia de Louriceira, concelho de Alcanena, uma moira se deixou viver aprisionada por não poder estar junto do seu amor. A Câmara Municipal encontra-se a empreender um conjunto de esforços para que a zona balnear seja efetivamente classificada como “praia fluvial” e venha a obter um dia a Bandeira Azul. Há projetos em curso e uma luta contínua dos mecanismos municipais para travar eventuais focos de poluição.

Narra a história que uma princesa mourisca se apaixonou por um rapaz pobre, mas o pai não aceitou o romance, querendo antes obrigá-la a casar com outro pretendente. A jovem fugiu de casa, indo abrigar-se numas grutas junto à nascente do rio Alviela.

O rei pediu então a uma bruxa que a localizasse. Todos os dias a feiticeira a visitava e lhe sugeria outros pretendentes, os quais a princesa sempre recusava.

Até que um dia o rei, furioso com a desobediência da filha, a condenou a viver eternamente nas grutas. “As tuas lágrimas serão tantas e tão grossas que os teus olhos se tornarão enormes e para sempre essas lágrimas regarão as terras do Alviela e darão de beber a animais e pessoas”, sentenciou.

Surge desta lenda o nome Olhos de Água, a nascente do rio Alviela, no concelho de Alcanena.

Olhos de água, na nascente do Alviela. Foto: DR

O espaço não é oficialmente uma praia fluvial, não obstante seja utilizado como tal e possua algumas condições, e tenha disponibilizado ao longo dos últimos anos infraestruturas como um parque de campismo, um café e parque de merendas.

Olhos d’àgua – saída principal da nascente. Foto: mediotejo.net

O Centro de Ciência Viva do Alviela é outro equipamento que permite dinamizar a envolvente, com atividades diversas relacionados, por exemplo, com a maternidade de morcegos ali existente e a geologia do território.

Rio Alviela tem travado uma luta contínua contra focos de poluição e o município tem por tal cada vez mais mecanismos de controlo de qualidade da água Foto: mediotejo.net

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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