Dentro de um ano a GNR de Alcanena funcionará nestas instalações (Foto: mediotejo.net)

O processo iniciado há cerca de 20 anos das novas instalações para o posto territorial da GNR de Alcanena, registou um “importante passo” com a assinatura do auto de consignação da obra no dia 18, cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto.

Como referiu a Presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, a solução encontrada representa o “desatar de um nó” que se arrastava há 20 anos.

Com a perspetiva de conclusão da obra dentro de um ano, o novo quartel da GNR de Alcanena vai localizar-se na estrada da Louriceira, num edifício municipal que a Câmara comprou à EDP por 250 mil euros e cedeu ao Ministério da Administração Interna para que a GNR pudesse ter “instalações condignas”.

Perante dezenas de convidados, assinaram o auto de consignação a Presidente da Câmara, o representante do empreiteiro, SECAL, Engenharia e Construções, SA, o representante da empresa fiscalizadora, Ripórtico Engenharia, e a Técnica Superior da Câmara.

Para Fernanda Asseiceira, viveu-se “um dia particularmente feliz, que ficará na história do concelho como um dia em que se concretiza finalmente um grande objetivo”.

Depois de fazer um historial do longo processo, a autarca não quis deixar passar a oportunidade para pedir o reforço do efetivo de militares da GNR em Alcanena. Atualmente estão 18 ao serviço. Um pedido reforçado pelo Presidente da Assembleia Municipal, Silvestre Pereira, chamando a atenção para o “posicionamento estratégico do Posto em relação à A1 e à A23”.

Neste “pede e dá”, a Presidente da Câmara assumiu o compromisso de oferecer uma viatura ao Posto Territorial no próximo ano por altura da inauguração das novas instalações. Outra garantia dada foi a de ser a Câmara a responsabilizar-se pela manutenção dos espaços verdes envolventes às novas instalações.

Atual edifício da GNR de Alcanena (Foto: mediotejo.net)

A Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna mostrou-se também “particularmente feliz” pela assinatura do auto de consignação e reconheceu as “péssimas condições” em que trabalham os militares da GNR de Alcanena.

Referiu-se aos programas de proximidade da GNR e da PSP com vista a garantir maior segurança aos cidadãos. Em resposta aos autarcas locais, Isabel Oneto disse que este ano vão entrar 950 novos efetivos na GNR e será renovada um quarto da frota com mais de 2 mil novas viaturas, investimento a que se juntam novos equipamentos e armamento.

O imóvel onde dentro de um ano vai funcionar a GNR de Alcanena é composto por dois pisos, sendo o rés do chão destinado à parte administrativa e a zonas mais reservadas para receção de vítimas. Conforme explicou a arquiteta autora do projeto, Fernanda Freitas, no 1° andar será a zona de apoio aos militares com camaratas, balneários, sala de refeições, sala de convívio e sala polivalente, entre outros espaços. O objetivo é “dignificar o edifício” com o pormenor de se usar pedra da região nas obras.

A empreitada do Posto Territorial da GNR de Alcanena foi adjudicada à firma SECAL, Engenharia e Construções, SA, pelo valor de 357.402,04€ (+ Iva à taxa legal em vigor), com um prazo de execução de 12 meses.

Já o projeto de execução do Posto Territorial da GNR de Alcanena foi aprovado pelo Ministério da Administração Interna, entidade que financiará a obra, assim como a fiscalização e coordenação de segurança para a referida empreitada, até ao valor de 426.122,80€ (+ IVA).

O problema das instalações da GNR de Alcanena arrasta-se há cerca de 20 anos, sendo uma das que está em “piores condições” no distrito e no país, segundo a Presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira.

O primeiro protocolo para a construção de um novo edifício da GNR data de 1998, tendo sido consecutivamente adiado e alterado na sua forma ao longo dos anos.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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