A peça "Chegou a Nau da Índia" une artes performativas, História e solidariedade. Foto: DR

O Cine-Teatro São Pedro assinala o seu 62º aniversário com três sessões da peça teatral “Chegou a Nau da Índia: Auto da Índia e Outras Histórias”, entre os dias 18 e 20 de novembro. O texto pertence a Gil Vicente e Vicente Batalha assegura a encenação do espetáculo que une as artes performativas e a História. A solidariedade vem a bordo e o valor dos bilhetes da única sessão paga reverte a favor da pequena Lara Maria.

O espetáculo “Chegou a Nau da Índia: Auto da Índia e Outras Histórias” sobe ao palco do Cine-Teatro São Pedro durante as comemorações dos 62 anos de existência daquela sala de espetáculos. A peça do grupo de teatro “Alcanena em Cena” presta homenagem à tradição marítima portuguesa com encenação de Vicente Batalha e um vasto elenco.

A viagem parte de uma sala de aula atual com destino ao século XVI e atravessa a História nacional, cruzando-se com “Os Lusíadas” de Camões e o “Auto da Índia” de Gil Vicente. A estreia do sexto espetáculo do grupo surge dois anos depois deste subir ao palco pela primeira vez no âmbito das comemorações do centenário do concelho.

A primeira sessão está marcada para as 21h30 do dia 18 e a segunda realiza-se no dia seguinte à mesma hora. O início dos espetáculos noturnos é antecedido por animação de rua alusiva à época medieval em frente ao cineteatro, a partir das 21h00. No domingo, 20, a Nau da Índia chega mais cedo, pelas 16h00.

No sábado o teatro alia-se a uma boa causa e o valor dos bilhetes (€5,00) reverte a favor da Lara Maria, uma criança do concelho com paralisia cerebral, e dá continuidade ao conjunto de iniciativas solidárias realizadas com o objetivo de apoiar nas despesas dos seus tratamentos. Os espetáculos de sexta-feira e domingo têm entrada livre.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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