O município de Alcanena pretende comprar diversos terrenos agrícolas junto ao nó da A1 e A23, tendo em vista a implementação do Parque Empresarial de Alcanena, tendo a proposta sido aprovada com a abstenção do PS. No total são 40 hectares de terreno, divididos entre 55 proprietários.
“Acabámos por dar o pontapé de saída num processo de aquisição de terrenos, junto da A1/A23, neste caso em concreto estamos a falar de 40 hectares e portanto hoje a Câmara aprovou – embora com a abstenção da nossa oposição – desde logo a avaliação que fizemos e desencadear o processo de aquisição de direito privado ou expropriação. Mas para já, para o processo de aquisição, vamos formalizar uma oferta aos 55 proprietários destes 40 hectares”, disse Rui Anastácio (Cidadãos por Alcanena), presidente da Câmara.
Em causa estão valores na ordem dos 3€/m² – os quais resultam de uma avaliação feita por um perito reconhecido da lista oficial de peritos – sendo que “estamos a falar de terrenos que são neste momento terrenos agrícolas”, adiantou o autarca.
Esta área coincide com a área designada por “setor A” no Plano de Pormenor, naquele que é o “sítio em que nós teremos que no futuro entrar com as infraestruturas”, explicou também Rui Anastácio na Reunião de Câmara.
Segundo o eleito pelo Cidadãos de Alcanena o desenho urbano não está ainda aprovado tendo em conta que o Plano de Pormenor também não está ainda aprovado, mas o perímetro coincide com a unidade operativa de planeamento e gestão, que já está no PDM (Plano Diretor Municipal), pelo que “não é nenhum segredo”, embora o desenho urbano não esteja fechado.
“Digamos que a área de intervenção está definida e portanto isto é um processo que leva o seu tempo, nós temos em cima da mesa de isso ir a fundos comunitários”, concluiu.
