Foto: D.R.

O executivo municipal de Alcanena aprovou na reunião camarária de 6 de abril, segunda-feira, a atribuição de um cabaz solidário às famílias carenciadas do concelho, sem retaguarda familiar ou outro tipo de apoio alimentar da parte da rede social. Na sessão, por videoconferência, foi mencionado que a medida, implementada devido ao contexto de pandemia, poderá vir a manter-se se assim se justificar.

Refere informação municipal que o município e a Rede Social do concelho de Alcanena “encontram-se a reforçar a sua intervenção social junto das famílias mais carenciadas e dos grupos mais vulneráveis e mais expostos”. A autarquia decidiu assim implementar o Projeto “Cabaz Solidário”, que tem como objetivo garantir o apoio mensal, em géneros alimentares, ou outros, a agregados familiares carenciados.

Para aceder a este cabaz é necessário ser residente no concelho de Alcanena, encontrar-se em situação comprovada de carência socioeconómica, após avaliação social, com evidências de não haver qualquer apoio de retaguarda. Não pode ainda usufruir de outro tipo de apoio alimentar por parte dos parceiros da Rede Social.

O agregado familiar tem ainda que apresentar uma capitação inferior ao valor da pensão do regime não contributivo e equiparado (atualmente fixado em 211,76 euros).

O apoio efetua-se em géneros alimentares, ou outros, que comprovadamente se destinem ao bem-estar do agregado familiar e das suas necessidades básicas e de subsistência. Os valores são: cabaz até 25 euros para agregados de uma pessoa; cabaz até 35 euros para agregados de duas pessoas; cabaz até 50 euros para agregados de três ou mais pessoas.

O cabaz é atribuído mensalmente e enquanto decorrer o período de contingência nacional e municipal, podendo manter-se para além deste período, nas situações que sejam devidamente justificadas.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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