Alcanena lança concurso público de 8 ME para construção de parque empresarial. Foto arquivo: mediotejo.net

São inúmeros os imóveis que a autarquia já adquiriu e pretende ainda adquirir para reabilitar para habitação social ou para casas com rendas acessíveis. Rui Anastácio disse ao mediotejo.net que inicialmente começou por reabilitar dois dos três bairros de Alcanena, e que o terceiro já está em fase de projeto.

O autarca afirma que a Câmara fez um grande investimento e que assim pretende continuar a fazer. O concelho de Alcanena tem mais de mil casas devolutas e a ideia da autarquia é aproveitar as estruturas que já existem e investir nelas e na sua reabilitação.

“Encetamos um projeto de aquisição, há um ano atrás, de um conjunto de imóveis que já vão em algumas dezenas, que estão no casco das vilas e das aldeias, no sentido de poder reabilitá-los. Em vez de construir bairros de raiz, que muitas vezes, estão associados a um conjunto de problemas sociais, a nossa aposta foi adquirir o que já existia e reabilitar”, afirmou, acrescentando que “temos imóveis em Alcanena, Vila Moreira, e em Minde, um pouco por todo o concelho”.

Atualmente já está em projeto o antigo quartel da GNR de Alcanena, e logo que a autarquia possa irá avançar com o concurso o mais rapidamente possível. A infraestrutura vai ser reconvertida em seis fogos de habitação de renda acessível a custos controlados, num investimento de 850 mil euros, sendo financiado com fundos comunitários reembolsáveis do PRR.

O plano pressupõe a demolição integral do edifício existente, por questões de segurança e será contruído um novo edifício, dividido por três pisos, compostos por um piso térreo, com um fogo tipologia t1 e um fogo tipologia t2, no primeiro piso uma habitação tipologia t1 e outra t2 e, no segundo piso, dois fogos de tipologia t1.

Na última Assembleia Municipal este tema foi debatido e aprovado, com 14 votos a favor, 12 contra e uma abstenção. Uma das deputadas da assembleia questionou sobre o preço das casas, que vão surgir do antigo posto da GNR, de 150 mil euros por fogo, achando os valores demasiado inflacionados. Rui Anastácio respondeu que o local é uma zona central e estes são os valores de candidatura elevados ao máximo.

Também foi questionada como eram decididas as tipologias dos fogos, o que Anastácio respondeu que esse era um trabalho dos arquitetos, que iriam encontrar as melhores soluções face às dimensões apresentadas. O autarca ressalvou ainda a importância deste fundo comunitário, que muito dificilmente volta a estar em cima da mesma e, que esta é uma oportunidade de reabilitar habitação, sem custos para a autarquia e por isso deve ser aproveitado.

Para além desse projeto, Anastácio contou ao nosso jornal que já têm cerca de 40 imóveis em projeto e que até ao final do ano ficarão ainda mais, no sentido de candidatá-los, uma parte ao 1º direito, outra a rendas de custos acessíveis.

ÁUDIO | Rui Anastácio, Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

Anastácio afirmou que esta “necessidade é imperiosa, nós precisamos e ter oferta de habituação a custos acessíveis para jovens casais e para pessoas que se queiram fixar no concelho de Alcanena. Hoje em dia há uma carência brutal no arrendamento de casas, mas o objetivo é conseguimos colocar no mercado umas largas dezenas de casas a custos acessíveis, com grande qualidade de arquitetura, conforto térmico e da estética”.

Este processo vai realizar-se em três fases, a primeira são os projetos que vão estar prontos antes do verão para candidatar, a segunda é os que vamos entregar no final do verão e vamos candidatar nessa altura e depois uma terceira que são de imóveis que ainda não foram adquiridos, mas que Rui Anastácio disse que pretendem comprar em julho/agosto e espera que até ao final do ano estejam prontos para concorrer.

ÁUDIO | Rui Anastácio, Presidente da Câmara Municipal de Alcanena

O edil deixou ainda um apelo aos arquitetos do concelho para que entreguem currículos, porque existe uma necessidade de projetistas na Câmara. “Nós temos ainda muitos projetos de arquitetura para entregar, portanto, arquitetos do concelho, que tenham ligação com o concelho ou que estejaM interessados em trabalhar connosco, enviem-nos o seu currículo. Todos os que enviaram currículo já estão a trabalhar e temos dificuldade em encontrar bons projetistas, e estamos agora num contra relógio”, notou.

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Natural de Vila Nova da Barquinha, tem 25 anos e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior.

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1 Comment

  1. No título da notícia penso que deve ser rectificado o valor de 850 milhões por 850 mil euros…

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