O executivo municipal de Alcanena aprovou por unanimidade na reunião camarária de 19 de novembro, segunda-feira, o acolhimento provisório de uma família de sete pessoas, refugiada da Venezuela. A família, com vários problemas de saúde, vai habitar um T3 destinado a habitação social na vila de Alcanena.
A família, segundo informação municipal, encontra-se a viver em Vale Alto, na freguesia de Minde, “numa casa sem as necessárias condições de habitabilidade”. “Trata-se de um agregado familiar em difícil situação socioeconómica, com existência de problemas graves de saúde, que, devido à situação de precariedade em que se encontra, tem vindo a ser acompanhado pelos serviços de Ação Social do município, no sentido de responder às suas necessidades, tendo já sido estabelecidos contactos com o Ministério Público, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Agrupamento de Escolas de Alcanena, Junta de Freguesia de Minde, RLIS, CRIF, CRIT, GIP e empresas locais”, continua a mesma informação.
O executivo municipal aprovou assim a cedência, a título gratuito, pelo prazo de 90 dias, de um fogo de habitação social no Bairro Timor Lorosae, em Alcanena. Esta casa encontra-se equipado desde 2017, na altura para acolhimento de uma família de refugiados proveniente da zona do Médio Oriente, e está disponível.
“As crianças deste agregado familiar serão integradas nas escolas de Alcanena, havendo também uma maior proximidade aos serviços de saúde e ao emprego do pai”, refere a nota de imprensa.
Em reunião camarária, o vereador João Pinto, dos Cidadãos por Alcanena, questionou se o T3 não seria um espaço demasiado exíguo para sete pessoas, uma vez que o casal idoso tem problemas de saúde e há uma filha com Trissomia 21. A presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira (PS), realçou que se trata de uma situação provisória e que, ainda assim, são melhores condições que aquelas em que a família se encontrava.
