Foto: Movimento Mira Minde

O movimento Mira – Minde celebrou a sua constituição oficial com a plantação de 10 árvores no sábado, 20 de março, equinócio da primavera. A iniciativa reúne populares de Minde, concelho de Alcanena, e Mira d’Aire, concelho de Porto de Mós, que partilham entre si o polje de Mira-Minde. Tem atualmente 40 sócios e quer ser um pólo dinamizador desta pequena região que viu assistir à decadência da indústria têxtil.

Segundo os estatutos da associação, esta visa “promover a transição ecológica, sustentável e digital no território natural e urbano de Minde e Mira de Aire, através da cooperação entre as duas populações com vista à valorização e ao desenvolvimento social, cultural, económico e ambiental da região”.

A associação deriva de um movimento espontâneo de cidadãos que já realizava alguma atividade desde 2019, tendo sido formalmente constituída a 17 de fevereiro de 2021.

Um dos porta-vozes, ou “agitadores” como gostam de ser conhecidos, Miguel Tristão, explicou ao mediotejo.net que o movimento teve início com uma reflexão em torno da falência da indústria têxtil local, que conduziu à realização de tertúlias. O objetivo era “procurar soluções em vez de estar sempre a identificar problemas”, comentou.

Mira d’Aire e Minde partilham uma tradição sócio-económica e cultural em torno do polje de Mira-Minde. Ambas as localidade se encontram na extrema dos respetivos concelhos e distritos e são sedes de freguesia. “Estamos na extrema também do investimento”, refletiu, a vários níveis.

Assim, sendo este um “território único” que nunca teve tanta população formada como atualmente e os seus antepassados, com menos educação, criaram dois pólos industriais, decidiram unir-se em torno de um projeto comum, explicou. O grupo conta atualmente com 40 sócios, de ambas as localidades.

Há vários projetos em desenvolvimento e várias áreas de trabalhos, adiantou. A associação funciona num modelo de sociocracia e neste momento reúne por videoconferência, preparando-se para trabalhar mais ativamente após o final do período de confinamento.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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