Alcanena inicia obra de 6,3 ME para requalificação de escola secundária. Foto arquivo: CM Alcanena

“Iniciámos a requalificação da escola secundária de Alcanena na segunda-feira, dia 09 setembro, e a obra decorrerá até fevereiro de 2026, em três fases, permitindo o normal funcionamento da escola”, disse à Lusa Marlene Carvalho, tendo indicado que “o planeamento da obra foi articulado diretamente com a direção do agrupamento” de escolas de Alcanena.

Em causa está uma intervenção que “visa a requalificação e modernização do edificado escolar existente, que alberga o 3.º ciclo do ensino básico e o ensino secundário, ficando o mesmo dotado de salas de aula, laboratórios e salas de atividades vocacionadas para as STEAM, assim como de melhor eficiência energética”.

Além disso, acrescentou a vereadora da Câmara de Alcanena, está também prevista na empreitada a construção de um novo edifício para arrumos, bem como a ampliação do bloco F, onde estão instalados a biblioteca e o auditório.

A empreitada, indicou, “decorrerá com as aulas em funcionamento, sendo devidamente assegurados todos os aspetos de segurança e funcionamento das atividades escolares”, com a maioria dos alunos a serem instalados em 70 contentores específicos para salas de aulas.

“As turmas do 7º ano serão acolhidas na escola integrada Anastácio Gonçalves. A partir da segunda fase, algumas turmas e serviços serão acolhidos num complexo de cerca de 70 contentores específicos para o contexto pedagógico, perfazendo 25 salas de aulas. Na terceira fase será intervencionado o refeitório e as restantes salas de aulas”, afirmou.

Esta requalificação também incluirá melhorias nos equipamentos desportivos, acrescentou.

Para Marlene Carvalho, “a grande bandeira” desta obra “é a intervenção do nível da eficiência energética que dotará o equipamento das melhores condições para a prática letiva”.

Marlene Carvalho, vereadora da Educação em Alcanena Foto CMA

A candidatura obteve um financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no valor de 6.3 ME (6.333.065,06€, sem IVA), que corresponde a 100% da despesa elegível.

A vereadora da Educação destacou ainda para este início do ano letivo a inscrição de mais nove turmas, distribuídas pelo Pré-Escolar (três), 1º Ciclo (três), e 3º Ciclo (três), o que levou o município a investir 300 mil euros na reabilitação e reabertura de uma escola com alteração de tipologia de 1º Ciclo para Pré-Escolar, com a denominação de Jardim de Infância do Castelo, em Alcanena.

“Esta reabertura, para além de significar um aumento bastante expressivo do número de crianças no Agrupamento de Escolas de Alcanena, são cerca de 70 crianças, do ponto de vista emocional é um aspeto bastante importante para o concelho, porque estamos a reabrir um espaço ligado às memórias de um grande número de munícipes, não só de Alcanena, mas também das aldeias, porque era o lugar onde as pessoas faziam os exames da 4ª classe, no sistema antigo de ensino. Portanto, esta reabertura tem um peso simbólico bastante interessante”, declarou.

Marlene Carvalho disse ainda que a reabertura da antiga escola primária, reconvertida em Jardim de Infância do Castelo, é definitiva, e decorre do encerramento da valência de Jardim de Infância do Centro de Bem Estar de Alcanena.

Antiga EB1 de Alcanena reabriu no presente ano letivo como Jardim de Infância do Castelo. Foto: CMA

“Portanto, foi um encerramento trabalhado entre a Câmara Municipal, o Centro de Bem Estar e o Agrupamento de Escolas de Alcanena, porque o Centro de Bem Estar pretende apostar na valência de creche, porque é uma resposta que tem tido muito procura no concelho. Enquanto eles vão apostar na valência de creche, o município então assumiu acolher as crianças do Jardim Escola e daí termos aumentado estas turmas”, que “resulta de um verdadeiro trabalho em rede entre estas três entidades”.

O aumento de crianças e a fixação de pessoas nas políticas estratégicas

“A nível estratégico, o município de Alcanena continua a implementar políticas sociais de incentivos fiscais, para a fixação de pessoas, famílias e empresas – Programa “Acreditar Alcanena”, a executar a Estratégia Local de Habitação, prevendo a reabilitação de edifícios devolutos, através de candidaturas no âmbito do programa 1.º Direito, destinado a pessoas a viver em condições indignas, e da habitação a custos acessíveis, para a fixação de casais jovens.

A nível Social, o município de Alcanena continua a acolher jovens famílias bem como  a receber alunos refugiados de guerra ou provenientes de outros contextos vulneráveis de migração, e alunos provenientes da comunidade dos Países de Língua Portuguesa, nomeadamente do Brasil, a crescer significativamente, e de Cabo Verde.

Muitos destes alunos necessitam de esforços suplementares, em especial, os que iniciam o sistema de ensino em Portugal nos ciclos de ensino mais avançados.

A nível educativo, o município de Alcanena está a implementar o programa “Crescer Próximo” – definição de uma visão educativa para o concelho, apostando na Educação como um pilar da sociedade, indispensável à construção dos ideais da fraternidade, da liberdade, do respeito e do compromisso social, compreendendo que esta se prolonga nas comunidades, e promovendo a literacia, as aprendizagens significativas e a realização de atividades diferenciadoras, inspiradas nos princípios da relação com o outro, do bem-estar e da felicidade, que cruzam a experimentação tecnológica, científica, artística e desportiva, em plena harmonia com a natureza.

O município também assegura a resposta da Escola a Tempo Inteiro, garantindo as atividades de apoio à família, como os prolongamentos de horário, e as Atividades Extracurriculares, valorizando a atividade física e desportiva, as artes e tradições, as hortas pedagógicas e a educação ambiental.

Promove ainda um conjunto de projetos como a educação rodoviária – escola fixa de trânsito -, os roteiros em comunidade, as visitas aos museus, semanas de atividades no centro de ciência viva do Alviela, biblioteca itinerante, experiências e atividades que contribuem para a atratividade do território”, elencou a vereadora Marlene Carvalho.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *