O município de Alcanena já assinou a escritura de cedência do direito de superfície a favor do Centro de Reabilitação e Integração Torrejano – CRIT, de um edifício propriedade da Câmara Municipal. A expectativa da presidente, Fernanda Asseiceira (PS), é que este projeto possa dar os primeiros passos em 2021, conseguindo apoio europeu para as obras.
A estrutura situa-se na Avenida Marquês de Pombal, em Alcanena. Este equipamento traz para o concelho uma resposta social a pessoas com deficiência que não existe atualmente. Segundo informação municipal, serão acolhidos casos que requeiram internamento em estruturas deste tipo, uma vez que o CRIT tem, normalmente, o seu Lar Residencial com capacidade esgotada para a admissão de mais utentes.
A escritura foi assinada pela presidente da Câmara Municipal, Fernanda Asseiceira, e por Corina Lopes e Carlos Ramos Dias, respetivamente presidente e secretário da Direção do CRIT. Estiveram também presentes no ato da Escritura Lucinda Simões, Oficial Pública da CMA, Isabel Carvalho, Dirigente da Divisão de Desenvolvimento Humano e Social da CMA, e Álvaro Brites, Diretor Técnico do CRIT.
“De referir que o Município de Alcanena e o CRIT continuam empenhados na procura de financiamento para concretizar este projeto, tomando todas as diligências necessárias, de modo a garantir a apresentação de candidaturas a qualquer que seja o programa de financiamento em que o projeto seja enquadrável, sendo que, até ao final de 2020, será apresentada, pelo CRIT, uma candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais – 3.ª Geração (PARES 3.0), cujo Aviso de Abertura foi aprovado pelo Despacho n.º 9952/2020, de 15 de outubro, com o objetivo de alargar e qualificar as respostas e os equipamentos social”, refere a mesma nota de imprensa.
O tema do Lar Residencial do CRIT foi mencionado na reunião camarária de 23 de novembro, no âmbito da proposta de orçamento, tendo a presidente Fernanda Asseiceira mencionado que o município vai comparticipar com 50% dos valores de obra que forem exigidos, esperando que o projeto avance em 2021.
Não adiantou, porém, quais os montantes envolvidos. O objetivo neste momento, referiu, é que a intervenção do edifício seja paga por fundos europeus.

