Creche. Créditos: Unsplash

Samuel Frazão, presidente da Junta de Freguesia de Monsanto, deu a conhecer na Assembleia Municipal que o projeto de financiamento da creche de Monsanto, que ia abranger 60 crianças, não seguiu porque a certidão permanente do espaço “perdeu-se”, o que inviabilizou o processo. Contudo, deixou palavras de esperança para que a escola ainda possa ser aberta e agradeceu o apoio da autarquia em resolver a situação.

“Estamos a falar de um escola que é pública à 40/50 anos, como é que não existe uma certidão permanente”, questionou o presidente da Junta. Frazão felicitou na ocasião o presidente de Junta de Bugalhos, uma vez que ambas as creches estavam em processo de financiamento tendo a de Bugalhos obtido aprovação.

Rui Anastácio, presidente da Câmara Municipal de Alcanena, questionado pelo jornal mediotejo.net, deixou claro que “temos o processo pronto e vamos avançar numa próxima oportunidade de financiamento”, acrescentando que “é ridículo que nós não consigamos registar um imóvel que sempre foi do Estado, só que isto ainda vem da altura em que não existia município de Alcanena e provavelmente estes documentos ainda estão em Torres Novas”.

O autarca alcanenense notou que a Câmara tem a caderneta fiscal e que, nas Finanças, o edifício é da autarquia. “Aquilo é nosso, sempre foi público. Não sei porque é que o Estado não facilita isto, não há nenhum risco de apropriação de local que não seja do Estado, porque é uma escola e sempre fez parte do património público. Aqui uma mera declaração da Câmara deveria ser suficiente”, defendeu.

Rui Anastácio disse que continua empenhado neste processo e que espera que até à próxima oportunidade de financiamento toda a questão esteja resolvida, e que a autarquia vai estar a par e ajudar em tudo o que for necessário para que a creche de Monsanto efetivamente seja uma realidade e abra portas.

Natural de Vila Nova da Barquinha, tem 25 anos e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior.

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