A família Haj Hasan, que chegou a Alcanena a 25 de janeiro ao abrigo da Plataforma de Apoio aos Refugiados, deve partir em breve para a Alemanha, deixando assim o concelho. Este era o objetivo já admitido pelo casal ao município de Alcanena, indo deste modo ao encontro de familiares. Algo desiludido com a situação, o executivo não sabe ainda se avançará para novo acolhimento.
De recordar que o casal Haj Hasan e os quatro filhos, naturais de Aleppo, Síria, chegaram há perto de duas semanas a Alcanena, sendo recebidos em ambiente de festa pelo município. Ao abrigo dos protocolos para acolhimento de refugiados, o município disponibilizou uma apartamento e aulas de português, havendo um emprego prometido para o elemento masculino assim que a situação enquanto refugiado estivesse regularizada (os requerentes de asilo só podem trabalhar quando o estatuto de refugiado está definido e os papéis organizados). O objetivo da Câmara de Alcanena foi sempre o de receber uma família com muitas crianças.
Na reunião de câmara de 6 de fevereiro, segunda-feira, no entanto, a aprovação de vários documentos referentes à família foram retiradas da agenda, com a presidente, Fernanda Asseiceira, a informar a vereação que o casal já iniciara os procedimentos para pedir a transferência para a Alemanha. Tratava-se da minuta de protocolo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o memorando de acolhimento e integração entre o município de Alcanena e a família acolhida e o enquadramento de despesas com acolhimento de refugiados nas Grandes Opções do Plano de 2017.
Ao mediotejo.net, Fernanda Asseiceira garantiu que “é certo” a partida da família Haj Hasan, intenção essa que a mesma admitira ao município. O destino será a Alemanha, onde irão reunir-se com familiares. “Vamos ver como decorre este processo de transferência e depois avaliar” se há nova tentativa de receber uma família de refugiados no concelho, comentou.
Cerca de 20% dos refugiados que chegaram a Portugal acabaram por partir, a maioria para a Alemanha, referiu recentemente um artigo do Diário de Notícias. Ao todo, terão sido cerca de 140 a abandonar o país (números oficiais, mas acredita-se que sejam mais), indica a mesma peça. As dificuldades de integração são as causas apontadas.
Também em Torres Novas uma das famílias acolhidas, esta do Iraque, partiu para destino incerto, tendo ficado em Portugal o restante grupo que chegou na mesma altura. No Médio Tejo não há, até ao momento, informação disponível de que tenham partido os refugiados que se encontram a viver em Ferreira do Zêzere, Sertã, Ourém ou Fátima.

Na ocasião deste acto humanitário proporcionado pelo Município de Alcanena, na pessoas da sua presidente Fernanda Asseiceira, surgiram uma quantidade de criticas por ser dar emprego a um refugiado em vez de se proporcionar essa oportunidade a um natural do concelho.
Uma vez que essa família vai seguir para a Alemanha para se juntar a outros familiares e amigos, essa “vaga” de emprega vai voltar a ficar livre. Vamos esperar que os mesmos críticos indiquem aos seus amigos desempregados esta oportunidade de emprego, para assim reduzir ainda mais a taxa de desemprego neste concelho Capital de Pele em Portugal.