A Expocouro – Feira Internacional da Pele vai regressar à Exponor – Feira Internacional do Porto, o maior recinto de feiras e congressos em Portugal, nos dias 13 e 14 de setembro, associada ao Modtissimo. Esta é uma oportunidade de encontro nacional para todo o cluster e fileira do couro, reforçando as ligações internacionais com outras marcas.
António Proença, Diretor Comercial da Exponor, afirma que apesar de hoje em dia haver muitos meios digitais, estes não chegam. “É preciso este contacto pessoal, é necessário as pessoas verem e tocarem, e isso só se consegue nestes momentos, nestas feiras.”
A proposta, além da parte expositiva, “é que o espaço esteja também ligado às escolas” das artes criativas.
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“Queremos dar oportunidade aos jovens designers para aparecerem nestes processos, e às próprias startup’s. Temos de começar a juntar as coisas desde a raiz, desde os centros de formação, desde as escolas, para cresceremos e mantermos uma continuidade para o futuro”, sublinhou António Proença.
No pensamento de longo prazo entra a PT Leather in Design, um projeto desenvolvido pela Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC), com várias parcerias, nomeadamente o Centro de Formação Profissional da Industria e do Calçado (CFPIC), onde foram fabricadas algumas das peças das 12 coleções já desenvolvidas através do projeto.
No Museu do Curtume esteve exposta, durante a apresentação, o mais recente coleção, a “Spring Summer 2024”, marcada pelas temáticas do classicismo, naturístico, minimalismo, radical pop e espacial. Já a nova coleção, para o inverno, vai começar ainda a ser fabricada e assenta no misterioso, na harmonia, no fluído, no artístico e no novo e velho.
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A pandemia e o cenário de guerra não ajudaram a indústria do couro e da pele, tendo existido uma estagnação que atualmente já foi recuperada. Nos tempos de covid-19 as pessoas não compravam malas e sapatos, porque não podiam sair de casa. A salvação foram os mobiliários estofados em peles e couro, como os sofás. Agora, numa fase de recuperação, a Expocouro quer ajudar à reafirmação destes materiais.
Rui Anastácio, presidente da Câmara Municipal de Alcanena, falou sobre a internacionalização da indústria do couro e afirma que a autarquia está alinhada e disponível para ajudar no futuro daquilo que será a indústria de curtumes no futuro, e a sua modernização.
“A indústria de curtumes conseguiu abrir-se, associar e dinamizar toda a fileira do couro, e isso marcou uma viragem muito séria. Tem sido feito um enorme trabalho de internacionalização e nós próprios já tivemos oportunidade de sensibilizar o ministério da economia para manter este apoio dado à industria de curtumes e a todo o cluster do couro”, afirmou Rui Anastácio.
“Este setor pode reinventar-se, pode ser um setor de sucesso no futuro. Terá de ter um conjunto de objetivos a médio prazo, terá de ter um plano estratégico. Não tenho dúvida nenhuma que o setor será capaz de o fazer, terá de ter a capacidade de se modernizar. Enquanto autarquia cabe-nos estar disponíveis, colaborantes, e é isso que temos estado a fazer neste ano e meio de mandato. Estamos cada vez mais alinhados naquilo que é, ou pode vir a ser a indústria de curtumes do futuro.”, sublinhou o autarca.

Paula Gil, Diretora do Centro de Formação Profissional da Indústria e do Calçado, co-promotor do projeto Leather in Design, frisou que “como qualquer desafio, no início há um misto de receio”, mas que os alunos agora sentem que esta é uma mais valia e estão cada vez mais interessados e empenhados no projeto, que vai ser apresentado na Expocouro, nos dias 13 e 14 de setembro.











