O lar de idosos do Centro de Bem-Estar Social de Minde (CBES), no concelho de Alcanena, arrancou com a “experiência-piloto” de compostagem comunitária, no âmbito da candidatura ao projeto “Alcanena + Sustentável”.
Na passada terça-feira, dia 9, foi instalado o “compostor comunitário” nas instalações do lar de Minde e, nesse dia depositaram-se “os primeiros biorresíduos provenientes das refeições confecionadas e consumidas pelos utentes da instituição”, lê-se em nota de imprensa.
Esta “experiência-piloto” pretende demonstrar a “viabilidade de efetuar a separação dos biorresíduos (restos de preparação e de consumo de refeições)” de uma instituição, com o objetivo de evitar “a sua deposição na rede de recolha de resíduos indiferenciados”, para assim reduzir “o impacto” desse tipo de resíduos.
Este projeto é financiado pelo Fundo Ambiental, no âmbito da candidatura “Alcanena + Sustentável”, que foi submetida pela Aquanena, a empresa faz a gestão dos sistemas públicos de captação e de distribuição, drenagem e tratamento das águas no concelho, em consórcio com o município de Alcanena, e é integrado na Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA 2022).
De acordo com a informação divulgada, “o concelho de Alcanena e o Centro de Bem-Estar Social de Minde estão na vanguarda do cumprimento das metas nacionais e europeias da separação, recolha seletiva e encaminhamento para reciclagem de biorresíduos”.


É de referir que na “legislação nacional, nomeadamente, no Decreto-Lei n.º 102-D/2020, de 10 de dezembro”, é estabelecido o “cronograma para a separação, recolha seletiva e encaminhamento para reciclagem de biorresíduos”, até ao final deste ano. “Sendo o CBES um grande produtor de resíduos, com a produção de aproximadamente 600 refeições diárias, a legislação estipula que deve ser feita a separação e reciclagem na origem dos biorresíduos através de compostagem doméstica ou comunitária”, lê-se ainda no referido documento.
Depois do processo de compostagem estar completo, e for possível “gerar composto fértil”, este vai ser reencaminhado para utilização na horta comunitária de Vale Alto, em Minde, também parceira deste projeto, e de onde virá “material estruturante (estilha) para apoiar no processo de compostagem dos biorresíduos”, o que contribui para uma “economia circular à escala da freguesia de Minde”.
Fornecer o lar de Minde com os produtos hortícolas e frutos produzidos na horta em questão é também uma das propostas a ser avaliada “no futuro”.
