Câmara Municipal de Alcanena iluminada com as cores ucranianas. Foto: CM Alcanena

O concelho de Alcanena é a casa neste momento de 68 cidadãos ucranianos, 49 dos quais são mulheres, um número que tem flutuado, uma vez que muitos cidadãos têm optado por regressar ao seu país de origem apesar da guerra persistir, referiu a vereadora Marlene Carvalho (Cidadãos por Alcanena) na última reunião camarária de 27 de junho. As crianças estão todas inseridas em contexto escolar.

Depois de ser questionada por José Luís Ramos (PS) sobre um ponto de situação no que toca ao acolhimento de refugiados em Alcanena, Marlene Carvalho disse que o concelho recebeu recentemente mais uma cidadã ucraniana, que veio da Polónia, sendo que a mesma já tem habitação garantida junto de outra cidadã ucraniana residente no concelho e enquadramento de emprego.

Sobre o grupo de cidadãos oriundos deste país do leste da Europa, a vereadora referiu que é “sempre muito instável, no sentido de que quem temos hoje, não é quem temos amanhã”, afirmando que muitos deles têm regressado à Ucrânia, apesar da situação ainda vivenciada naquele país, e que noutros agregados acontece ficarem os filhos e regressarem as mães, por uma questão de “viabilidade profissional e de futuro”.

Vereadora Marlene Carvalho (Cidadãos por Alcanena) sobre os refugiados ucranianos.

Marlene Carvalho afirmou também que várias empresas do município têm vindo a receber e acolher estes cidadãos e que a autarquia submeteu uma candidatura ao programa Porta de Entrada – cujo documento já foi assinado – no sentido de existir um apoio ao arrendamento, o qual tem uma duração de 18 meses, e em que o município conseguiu enquadrar três agregados.

Isto porque, para beneficiar do programa de apoio, tem de existir contrato de arrendamento, algo que nem sempre é possível porque muitos agregados estão em casa de amigos, explicou a edil.

A autarca referiu ainda que do total de 68 cidadãos ucranianos, 49 são do sexo feminino e que todas as crianças foram integradas no contexto escolar.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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