A presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), aproveitou a aprovação das contas de 2020 na Assembleia Municipal de sexta-feira, 25 de junho, para fazer um balanço dos seus três mandatos. Naquela que se prevê ter sido a última sessão deste grupo de eleitos, deu-se os parabéns à presidente em fim de exercício e desejou-se felicidades aos que não retomam a vida autárquica depois das eleições do outono.
Fernanda Asseiceira começou por salientar que o ano económico de 2020 foi muito difícil, com todo um conjunto de despesas que não tinham sido equacionadas devido à pandemia. Ainda assim, afirmou, foi possível avançar com vários projetos, como a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
Após esta análise ao esforço para combater a crise sanitária, a presidente lembrou o panorama encontrado aquando a sua primeira eleição, em 2009, e todo o caminho percorrido até ao momento, com a crise financeira e a necessidade de delinear projetos para conseguir financiamento comunitário.
Em 12 anos, apontou, a dívida desceu de perto de 19,7 milhões para 5,8 milhões, valor em que se encontrava no final de 2020.
A presidente fez de seguida uma enumeração dos apoios às juntas de freguesia e às múltiplas instituições de solidariedade do concelho ao longo da última década. Só às instituições particulares de solidariedade social (IPSS), foi apontado, os apoios ultrapassaram o milhão de euros.
A apresentação de Fernanda Asseiceira, acompanhada por um power point, terminou com uma estimativa dos investimentos mais relevantes realizados no concelho entre 2009 e 2021, que totalizaram 44 283 426, 99 euros.
A exposição extensiva, que foi além das contas de 2020, suscitou críticas de Ivo Santos (CDU) e de Rui Anastácio (Cidadãos por Alcanena). O primeiro comentaria que, não obstante os investimentos, as questões estruturais do concelho não foram resolvidas, nomeadamente a consecutiva perda de população, acabando a CDU por votar contra no tópico. Já os Cidadãos por Alcanena abstiveram-se, em linha com a posição que mantiveram sobre as opções do executivo socialista durante este mandato. Rui Anastácio desejaria felicidades à presidente.
Joaquim Gomes, líder da bancada do PS e histórico autarca local, despediu-se do coletivo e, aparentemente, da vida autárquica. Os mesmos desejos de felicidades foram deixados pelo presidente da Junta de Monsanto, Samuel Frazão (PS).
Fernanda Asseiceira fecharia a discussão manifestando o sentimento de “dever cumprido”, no que entendeu ser um prestar de contas pelo seu trabalho de 12 anos.
