Centro de Ciência Viva do Alviela, localizado junto à praia fluvial dos Olhos de Água. Foto: mediotejo.net

O Centro Ciência Viva do Alviela, em Louriceira (Alcanena), comemora o Dia Internacional da Geodiversidade no sábado, 7 de outubro, com o evento “O Fascínio do Carso / Episódio 2: A Muralha”. O evento é dedicado à falha do Arrife, com uma programação de dia inteiro, que contempla conversas com investigadores, visita à Galeria dos Ursos (Sistema Cársico do Almonda – Torres Novas) e saída de campo no Arrife.

A falha do Arrife é um dos principais acidentes tectónicos do Maciço Calcário Estremenho e tem perto de 40 km de extensão. Esta é a fronteira rochosa que separa o austero carso das Serras de Aire e Candeeiros das férteis planícies da Bacia do Tejo.

Pontuada por escarpas, por vezes talhadas a pique, é protagonista de intensos episódios geológicos ocorridos ao longo de milhões de anos.

Mas a sua notoriedade não se confina aos mais conturbados “momentos” da história do planeta. Dela brota a água de inúmeras nascentes, duas das quais as mais caudalosas do País: as dos rios Alviela e Almonda. A esta imponente estrutura está também associada a ocupação humana em diversas grutas.

Susana Machado e Jorge Carvalho, geólogos e investigadores do LNEG desvendam a geologia do Arrife; Filipa Henriques (Núcleo de Arqueologia do Museu Municipal de Torres Novas | UNIARQ) e Pedro Souto (PaleoAlmonda) trazem a humanização da escarpa da nascente do Almonda. A moderação da conversa está a cargo do Diogo de Abreu (IGOT, Univ. de Lisboa).

Após a conversa dar-se-á início a duas saídas de campo: Visita A – Ao longo do Arrife (de autocarro) com paragens estratégicas para conhecer de perto a sua geologia e geomorfologia; Visita B – Galeria dos Ursos (deslocação em viatura própria) mediante inscrição (crianças a partir dos 12 anos).

O evento é gratuito mas de inscrição obrigatória, com vagas limitadas.

O Dia Internacional da Geodiversidade comemora-se a 6 de outubro e foi uma iniciativa liderada por José Brilha, professor da Universidade do Minho, juntando várias organizações internacionais e 82 organizações ambientais de 40 países diferentes, sendo aprovado pela UNESCO.

A temática proposta pela UNESCO para 2023, “A Geodiversidade é para Todos”, integra-se no espírito da Ciência Viva, sendo uma tarefa que o Centro Ciência Viva do Alviela tem vindo a desenvolver desde a sua abertura ao público em 2007.

Mais informações em www.alviela.cienciaviva.pt

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply