reunião de câmara de 14 de dezembro de 2021 Foto: mediotejo.net

No âmbito da discussão dos documentos previsionais para 2022, durante a reunião camarária de Alcanena de 14 de dezembro, o presidente Rui Anastácio (Cidadãos por Alcanena) mostrou a sua preocupação com uma ‘colisão’ entre programas comunitários que está a desorientar o setor das obras públicas. Não há simplesmente capacidade para elaborar tantos projetos e cumprir prazos, alguns apertados, de três programas em simultâneo.  

Rui Anastácio estava a realizar a sua análise ao orçamento para 2022 quando iniciou esta reflexão. Atualmente encontra-se a ser fechado o Portugal 2020, vai abrir o Portugal 2030 e, pelo meio, será necessário concretizar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). É grande a quantidade de avisos, cada um com prazos específicos, não havendo capacidade instalada para cumprir todos os tramites necessários, do projeto à execução. Em consequência, os concursos públicos ficam desertos.

Os “empreiteiros só vão àquilo que lhes interessa”, comentou, acreditando que o preço das obras públicas vai disparar nos próximos tempos. 

Face a esta reflexão, o vereador da oposição, Hugo Santarém (PS), comentou que esta já era uma preocupação do anterior executivo socialista, à época fortemente criticado pelos opositores por os concursos ficarem sem concorrentes e ter que se aumentar o preço das obras. 

O tema dos concursos públicos desertos tem sido comum a vários municípios, sendo que uma das razões apontadas é também a insolvência de muitas empresas de construção civil durante a crise financeira, o que diminuiu a oferta nacional neste setor. 

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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