A “Casa Aquiles”, retrosaria situada no centro histórico de Alcanena e um dos negócios mais antigos da vila, encerrou oficialmente portas nas últimas semanas. Na reunião camarária de 3 de abril, segunda-feira, o executivo municipal aprovou por unanimidade um voto de louvor e reconhecimento à “Casa Aquiles”, na pessoa do seu proprietário, Filomeno Dias, “pelos contributos para o desenvolvimento do Concelho de Alcanena, ao longo de 79 anos de existência”.

O mediotejo.net procurou o estabelecimento, que já se encontra completamente encerrado, assim como Filomeno Dias, que, agradecendo o interesse mostrado, preferiu não dar entrevista. A “Casa Aquiles” foi aberta em 1938 pelo pai do atual proprietário,  Aquiles de Sousa Dias.

Em reunião camarária, a presidente Fernanda Asseiceira apresentou uma proposta de voto de louvor e reconhecimento ao espaço, um dos mais antigos estabelecimento de comércio de Alcanena. “Esta empresa, que acompanhou várias gerações, sempre primou pelo rigor, pela dedicação e pelo bom atendimento aos seus clientes, sendo uma referência do comércio tradicional a nível local e regional”, referiu.

“Foi sempre um dos grandes ícones do comércio local em Alcanena e assinalou o seu 75.º aniversário no passado ano de 2013, sendo um importante testemunho cultural transmitido pelo estabelecimento e seus valores, que importa reconhecer”, continuou.

A “Casa Aquiles” recebeu em 2014 a Medalha de Mérito do Município de Alcanena – Grau Ouro “pela contribuição dada por esta empresa familiar para o desenvolvimento económico do Município, ao longo de toda a sua existência”.

“Assim, com base nos fatos acima expostos e considerando que a “Casa Aquiles” é ainda um importante pólo dinamizador do núcleo histórico da Vila de Alcanena, é com tristeza que o atual executivo assiste ao encerramento desta empresa, que durante 79 anos contribuiu para o desenvolvimento socioeconómico do concelho de Alcanena”, refere o documento do voto de louvor.

O voto de louvor e reconhecimento foi aprovado por unanimidade.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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