As contas foram aprovadas com os votos contra da oposição (Foto: mediotejo.net)

Os resultados financeiros positivos da Câmara Municipal de Alcanena referentes a 2017 surpreenderam a própria Presidente da Câmara e os elementos do Executivo. Pela primeira vez, a Autarquia arrecadou mais receita do que previa, o que levou a Presidente Fernanda Asseiceira a considerar 2017 “um ano atípico”.

A boa performance financeira levou até à suspensão do Plano de Saneamento Financeiro em vigor desde 2010, decisão que ainda tem de ser submetida à Assembleia Municipal.

No Relatório de Gestão 2017, aprovado pela maioria PS (5) com os votos contra dos dois eleitos da oposição (Cidadãos por Alcanena), sublinha-se “o trabalho levado a cabo ao longo dos últimos 8 anos, que com determinação e rigor tem permitido atingir os resultados (…) sem comprometer a dinâmica municipal nas suas diferentes áreas de intervenção e o investimento”.

Realça-se a “gestão séria e responsável dos dinheiros públicos” que se traduziu num saldo de gerência superior a 1,3 milhões de euros e uma execução orçamental da receita de 101,18%.

O documento revela alguns números representativos da gestão financeira do Município em 2017. Houve uma redução do valor do endividamento líquido municipal no valor de 2.255 mil euros e uma redução da dívida relativa a empréstimos de médio e longo prazo em 1.648 mil euros, ficando em 2017, em cerca de 6,5 milhões de euros.

No final do ano, a dívida total ficou nos 7 milhões e 580 mil euros.

Em 2017, o Município aumentou em oito o número de funcionários sendo atualmente de 156, menos 10,3% do que em 2009.

O prazo médio de pagamento a fornecedores é de 27 dias.

Durante a discussão das contas, os eleitos da oposição criticaram as prioridades da gestão, mais no apoio a associações e não em equipamentos e infraestruturas, dando como exemplo o estado da rede viária no Concelho.

A Presidente da Câmara argumentou que foi uma opção não fazer obras em ano de eleições, apenas concluir aquelas que já estavam em curso.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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