Alcanena em Cena no seu 4º aniversário Foto: mediotejo.net

O grupo de teatro amador “Alcanena em Cena” encontra-se a celebrar por estes dias 22, 23 e 24 de fevereiro os seus quatro anos de formação, com um Café-Concerto no Cine-teatro São Pedro sob o título “As Canções da nossa vida”. Na quinta-feira, dia 22, sopraram-se as velas depois da primeira atuação, que recordou as canções a que o grupo deu voz desde a celebração do centenário do município, em 2014, e este sábado decorre mais um espetáculo do grupo “Alcanena em Cena”.

O “Alcanena em Cena” nasceu dentro do ímpeto celebrativo dos 100 anos do concelho de Alcanena, tendo gerado até ao momento nove espetáculos repletos de música e grandes revelações na interpretação, dirigidos sempre por Vicente Batalha.

“Não há desenvolvimento sem cultura”, frisou a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, no prefácio do programa do espetáculo. “A fruição da cultura é um direito de todos, mas a produção cultural local é o centro de uma política cultural de valorização dos nossos artistas, em todas as áreas, do teatro à pintura e ao desenho, da música à escultura, da fotografia à dança e artes performativas”, referiu a autarca, prometendo continuar a apoiar a iniciativa.

Ao longo de quatro anos e nove espetáculos, várias das músicas do “Alcanena em Cena” já entraram no ouvido da população, que acompanhou o café-concerto de quinta-feira trauteando a música e a letra. O público aliás encheu a sala do primeiro andar do Cine-teatro São Pedro, onde também esteve presente o executivo municipal. Temas como “Lisboa”, “Marcha de Alcanena”, “Cégada do Teatro”, “Chegou a Nau da Índia” ou “Somos um país de ida e volta” tornaram a ser cantados, num total de 19 músicas.

Para Vicente Batalha, encenador e compositor da maioria das letras, foram quatro anos de “muito trabalho, mas muito prazer, muita sintonia com as pessoas, muito diálogo”. Atualmente o grupo consegue manter uma equipa com mais de 30 atores, facto que não deixa de surpreender.

“Talvez pela novidade”, comentou Vicente Batalha ao mediotejo.net. “Alcanena teve tradição em termos de teatro”, tendo o centenário sido “um momento único” que “moveu muitas pessoas”. O espírito do centenário “foi importante para a adesão e manutenção”, refletiu, e “a gente sente que as pessoas estão bem”.

Vicente Batalha escolhe o reportório atendendo aos momentos históricos e psicológicos que se vivem em determinada altura. As canções são quase todas originais, com música de João Madeira.

Olhando para o futuro, o encenador vê pessoas “com capacidade para seguir o projeto”, abrindo inclusive o “Alcanena em Cena” a outras linhas de espetáculo. “Eu vejo um grande futuro”, frisou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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