BE acusa Agência Portuguesa do Ambiente de ser opaca sobre o estado dos rios. Foto: BE

Em comunicado, o Bloco de Esquerda informa que Bruno Góis, cabeça-de-lista do BE por Santarém às eleições legislativas, reuniu com a Aquanena, empresa pública responsável pelo abastecimento de água no concelho de Alcanena. Na iniciativa, abordaram-se, essencialmente, dois temas considerados “incontornáveis” para a região: a gestão da água e os problemas relacionados com a ETAR de Alcanena, que trata as águas provenientes da indústria de curtumes.

Após a reunião, a candidatura bloquista acusou o governo de não ter sido capaz de articular as políticas ambientais nacionais, no caso das lamas daquela ETAR . De acordo com Bruno Góis, “além do investimento público na modernização da ETAR de Alcanena, é necessário resolver o problema das lamas!.

“Estas lamas contêm detritos de origem industrial, cuja solução, atualmente, é o depósito em aterro. Esta é uma questão nacional e não apenas municipal”.

Para ir além da solução de aterro, o candidato bloquista defendeu que é preciso apostar “na investigação científica para permitir e assegurar a economia circular na gestão dos resíduos industriais”.

Agência Portuguesa do Ambiente é opaca sobre o estado dos rios

Outro aspeto que a candidatura liderada por Bruno Góis referiu como motivo de preocupação é o facto de as entidades públicas com responsabilidades ambientais não fazerem a divulgação da monitorização das linhas de água. Esta opacidade sobre o estado e conservação dos nossos rios é um problema nacional, não só do rio Alviela. Nesse sentido, os bloquistas comprometeram-se a exigir mais transparência através da publicação e atualização regulares dos resultados de análises e monitorizações nos rios, para que a população esteja informada e segura.

Os candidatos bloquistas abordaram ainda com a administração da Aquanena a aposta na produção de energia elétrica para consumo próprio da empresa.

Bruno Góis, considerando que as empresas de abastecimento e tratamento de águas são empresas com grandes consumos de eletricidade, defendeu “uma estratégia nacional para a sustentabilidade energética das empresas das águas, o que traria ganhos económicos para as populações e os serviços públicos”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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