Alcanena assume ‘Projeto Couros’ para regeneração urbana da vila Foto: CMA

A publicação em Diário da República, a 16 de dezembro, emitida AQUI pela Presidência do Conselho de Ministros – Direção-Geral das Autarquias Locais, e assinada pela subdiretora-Geral, Filipa Mourão, “declara, a pedido do Município de Alcanena, a utilidade pública da expropriação da parcela necessária à execução do projeto denominado «Projeto Couros – Renaturalização da área envolvente ao Ribeiro do Carvalho e à Ribeira dos Algares».

Para assumir a posse dos terrenos necessários à implementação do projeto Couros, a Câmara de Alcanena despoletou em novembro de 2022 um processo de negociação de dois terrenos no local onde se situam prédios industriais devolutos, junto a uma das entradas da vila, e revitalizar a envolvente e a zona histórica.

O objetivo é implementar o projeto Couros, o qual “é no fundo reabilitar toda aquela baixa de Alcanena, renaturalizar uma boa parte daquela área (…) e ao mesmo tempo preservar ali alguns edifícios mais emblemáticos (…) onde queremos colocar uma incubadora e queremos também ter um projeto museológico associado aos curtumes, depois uma área mais ligada à economia”, explicou ao nosso jornal o presidente do município, Rui Anastácio (Cidadãos por Alcanena), em 2022.

Para o efeito, a autarquia tem um grupo de pessoas convidadas que estão a definir os contornos do projeto ao mesmo tempo que o município encetava a fase de negociação dos terrenos. “É um projeto muito emblemático que irá mudar a face daquela entrada de Alcanena ao mesmo tempo que tem ali proximidade com o casco [histórico], onde nós já estamos a intervir num conjunto de imóveis”, sendo que um deles é um imóvel na Praça Marechal Carmona.

A autarquia pretende reabilitar uma série de imóveis no casco, sendo que, “depois, isto tudo se cose com aquela baixa de Alcanena cuja face nós queremos mudar, dar vida, reabilitar, devolver uma parte daqueles terrenos à natureza, uma vez que aquilo tinha ali linhas de água que estão debaixo de construções, portanto é uma reabilitação total daquela zona de Alcanena, a ver se voltamos a ter vida no casco histórico da vila”, afirmou, na ocasião, o autarca.

O executivo liderado por Rui Anastácio pretende colocar em marcha vários projetos estruturantes para o concelho. Foto arquivo: mediotejo.net

Edifício da antiga Fábrica Mota integrado no ‘Projeto Couros’

O executivo de Alcanena e a empresa Joaquim Francisco Inácio, Sucessores, S.A., já haviam celebrado em novembro de 2023 o “contrato promessa de permuta de imóveis”, que visa à utilização do edifício da antiga Fábrica Mota pelo município. O acordo entre ambas as partes está integrado no ‘Projeto Couros’.

De acordo com informação divulgada pelo município de Alcanena, “as partes acordaram permutar entre si, parte do prédio urbano sito no Cerrado, Alcanena, que integra a antiga Fábrica Mota, cum uma área total de 16.330,07 m2, propriedade de Joaquim Francisco Inácio, Sucessores, S.A., e o prédio rústico sito no Poço Frade, São Pedro, com uma área total de 27.750 m2, propriedade do município”.

O interesse do imóvel que integra os escritórios e a fábrica prende-se com o facto do “interesse histórico e arquitetónico do edifício”. Recorde-se que o objetivo do ‘Projeto Couros’ visa a “reabilitação da zona baixa de Alcanena”, que implica a “renaturalização e a reabilitação” de alguns dos edifícios existentes no espaço.

O município de Alcanena acordou pagar à empresa Joaquim Francisco Inácio, Sucessores, S.A., o valor de 184.550,00 euros que corresponde “à diferença entre os dois imóveis”, aquando do ato de escritura pública.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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