Foto: arquivo mediotejo.net

Atualmente cerca de 63% da população do concelho de Alcanena, cerca de 7.500 pessoas, que continua sem médico de família atribuído naquele município, sendo nove os médicos que estão nas Unidades de Saúde Familiares (USF) de Alcanena e Minde a prestar serviço. Dos nove profissionais, a grande maioria está no período pós-reforma e outros estão em regime de prestação de serviço, estando nestes termos a dar resposta às necessidades da população.

Apesar de o número de médicos alocado ser razoável, o problema é que os mesmos não se encontram no quadro, estando a maior parte em prestação de serviços ou com horário reduzido, não podendo assim assegurar uma continuidade e segurança como médicos de família para a comunidade de Alcanena.

Atualmente, tal como em outubro do ano passado, a percentagem de população sem médicos de família situa-se ainda nos 63%, situação que só pode ser revertida com o rejuvenescimento da equipa médica e também um com maior número de médicos no quadro, de modo a poderem assumirem esse papel de continuidade como médicos de família.

Marlene Carvalho, vereadora da Câmara Municipal de Alcanena, realçou a importância do avanço da proposta de um Conselho Municipal de Saúde, tendo feito notar que o município “precisa de se rodear de pessoas entendidas na matéria, de pessoas conhecedoras do território, para começarmos a definir um plano estratégico de saúde” para Alcanena.

“Para as pessoas se quererem fixar aqui é necessário que se sintam integradas, é necessário existir uma rede, um conjunto de trabalho”, vincou.

“Foram estudados os vários modelos de USF existentes e os de maior sucesso são os de modelo B, uma vez que nesses contextos os médicos tem uma perspetiva profissional muito mais apetecível e de progressão de carreira”, disse a vereadora, sendo que este modelo, para além de incentivar os médicos e potenciar as suas aptidões e competências, premeia também o desempenho individual e coletivo, de forma a reforçar a eficácia, a eficiência e a acessibilidade dos cidadãos aos cuidados de saúde primários, destacou.

Marlene Carvalho, Vereadora da Câmara Municipal de Alcanena

Marlene Carvalho disse ainda que o que gostava que acontecesse é que os profissionais que estão aptos e em condições para entrarem para o quadro começassem a preparar este caminho para o futuro, assentando no modelo B de USF, que foi o modelo que mais lhes trouxe confiança para o futuro dos médicos no concelho. No entanto, para tal, é necessário existir um grupo mínimo de médicos que encare o território como lugar para fixar a sua atividade profissional.

“A falta de revitalização dos médicos foi o que trouxe este problema de falta de médicos a Alcanena”, disse Marlene Carvalho.

Marlene Carvalho, Vereadora da Câmara Municipal de Alcanena

Para além de ser um território disperso, e com algumas fragilidades, a nível da mobilidade das pessoas, Marlene Carvalho, afirma que “trabalhar nas aldeias é extremamente extraordinário e apetecível, mas os profissionais tem de se sentir integrados”.

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Natural de Vila Nova da Barquinha, tem 25 anos e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior.

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