Praia fluvial de Olhos de Água, em Alcanena. Foto: arquivo/mediotejo.net

À semelhança do que está a suceder nos vários municípios do país, Alcanena aprovou o seu Plano Municipal de Ação Climática, um instrumento de planeamento da política climática a nível local que inclui 22 medidas e ações de mitigação e adaptação às alterações climáticas. O objetivo é tornar os territórios mais resilientes e sustentáveis até 2030.

Entre os objetivos primários está a redução das emissões de gases com efeito de estufa e a redução dos consumos de energia, privilegiando o uso de energias renováveis.

O documento, que inclui dezenas de medidas e ações de mitigação e adaptação às alterações climáticas que têm por objetivo “transformar Alcanena num território mais resiliente até 2030”, foi aprovado em reunião de Câmara no dia 19 de fevereiro, e em sessão ordinária da Assembleia Municipal, no dia 23 de fevereiro.

O Plano Municipal de Ação Climática é “um instrumento de sensibilização, mobilização, ação e investimento, seguramente dinâmico, para o qual teremos de dispor de um mecanismo de monitorização e avaliação periódico”, releva a autarquia.

“As alterações climáticas são hoje uma realidade inegável, que se manifesta no ambiente, nos ecossistemas, na sociedade em geral e na economia, as quais exigem, naturalmente, uma ação concertada à escala global, onde a União Europeia está a ter um papel pioneiro, mas cujo sucesso pleno depende das medidas à escala local, o que, por sua vez, exige a mudança de mentalidade e comportamento de cada individuo, nas suas múltiplas opções e ações do dia-a-dia, como transportes, alimentação, uso de recursos como água, energia, entre outros”, releva a autarquia em nota de imprensa.

A elaboração do PMAC iniciou em 2023, enquanto “instrumento de planeamento da política climática a nível local”, tendo o município contratado serviços de uma empresa especializada, a Enhidrica – Consultores de Engenharia Ambiental, Lda., com experiência em consultoria, estudos e projetos na área ambiental, e especificamente no desenvolvimento do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Médio Tejo, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

O Município de Alcanena afirma-se “consciente do desafio que as alterações climáticas representam para a sociedade atual e da necessidade de ação transversal”, pelo que este documento “servirá de orientação estratégica para a ação da autarquia no que diz respeito à mitigação e adaptação às alterações climáticas”.

O objetivo de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e de se adaptar a um clima em mudança está subjacente a este plano, com vista a aumentar a resiliência do território, e para tal “após uma fase de caracterização e diagnóstico das vulnerabilidades do território”, foram elencadas 22 medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas no PMAC Alcanena, “com o intuito de minimizar os efeitos negativos das alterações climáticas no concelho”.

As medidas de adaptação/mitigação das alterações climáticas constantes no documento são:

  1. Monitorização das Alterações Climáticas
  2. Realização de Campanhas de Informação, Divulgação e Sensibilização sobre as
    Alterações Climáticas
  3. Promoção de um Consumo Alimentar Responsável
  4. Desmaterialização de Processos
  5. Melhoria da Eficiência Hídrica em Espaços Verdes
  6. Redução de Perdas de Água e Otimização dos Sistemas de Abastecimento de Água
  7. Melhoria da Eficiência Energética nos Edifícios Públicos e na Habitação Social
  8. Melhoria da Eficiência Energética na Iluminação Pública
  9. Promoção de uma Gestão Sustentável dos Resíduos Urbanos
  10. Promoção da Recolha Seletiva de Resíduos Urbanos
  11. Promoção da Mobilidade e da Sustentabilidade Urbana
  1. Melhoria do Conforto Térmico da Comunidade Local
  2. Prevenir a Ocorrência de Cheias e Inundações
  3. Promoção do Aumento da Capacidade de Sequestro de Carbono
  4. Prevenção e Combate à Ocorrência de Incêndios Rurais
  5. Redução da Vulnerabilidade de Espécies, Habitats e Ecossistemas aos Efeitos das
    Alterações Climáticas
  6. Controlo de Espécies Invasoras
  7. Implementação de uma Política de Compras Públicas Ecológicas
  8. Promoção de Criação de Gado e de Práticas Agrícolas Sustentáveis
  9. Promoção da Gestão Sustentável do Setor Empresarial em Contexto de Alterações
    Climáticas
  10. Implementação do Plano Estratégico para o Território da Bacia Hidrográfica do rio Alviela
  11. Combate às Alterações Climáticas através de Instrumentos de Planeamento e de
    Programas de Incentivos

O documento integral pode ser consultado em bit.ly/49Isbus

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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