Vivemos tempos desafiadores, onde a desigualdade social se torna cada vez mais evidente e onde muitos lutam diariamente para sobreviver. Diante desta realidade, não podemos e não vamos ficar em silêncio. Acreditamos firmemente que o Estado tem a responsabilidade moral e ética de proteger os mais vulneráveis e de garantir que ninguém seja deixado para trás.
O programa CLDS (Contratos Locais de Desenvolvimento Social), é orientado para políticas de inclusão social, a nível local, de grupos que revelem maiores níveis de fragilidade social. Este programa é uma iniciativa essencial que visa promover a inclusão social dos cidadãos de forma multidimensional, abrangendo desde a qualificação profissional até ao apoio às famílias e à intervenção social em territórios vulneráveis.
O CLDS é um exemplo claro de como as políticas sociais podem ser implementadas de maneira eficaz para atender às necessidades dos mais desfavorecidos. Ignorar ou enfraquecer tais iniciativas seria um retrocesso imperdoável para a nossa sociedade.
Este programa tem sido apoiado na sua totalidade pelo Executivo da Câmara Municipal do Entroncamento e, apesar de reconhecer que alguns aspetos podem ser melhorados, é crucial salientar que esses apoios não devem ser descurados.
Melhorar não significa desmantelar e qualquer tentativa de enfraquecer esses programas é um ataque direto ao bem-estar social. Não podemos ignorar a existência de forças decrépitas que procuram desfazer o que tantos, com tanto esforço, têm construído.
Aqueles que se opõem aos avanços sociais frequentemente usam argumentos falaciosos e ideologias ultrapassadas para justificar cortes em programas essenciais, colocando em risco o bem-estar de múltiplos cidadãos. Estas forças contrárias representam uma ameaça direta ao progresso e à justiça social que tanto valorizamos.
Além disso, é lamentável que a organização política que sustenta o Executivo do Município do Entroncamento não tenha defendido a continuação desses programas com a argúcia e perseverança necessárias, não condenando comportamentos negativos de algumas forças politicas. Em tempos de ataque aos direitos sociais, esperávamos uma postura mais firme e uma defesa mais contundente das conquistas que temos alcançado. A falta de uma defesa enérgica compromete a confiança que os cidadãos depositam nas instituições e enfraquece a luta pela justiça social.
Reiteramos a nossa crença de que o verdadeiro progresso de uma nação é medido pela forma como tratamos os nossos cidadãos mais vulneráveis. Não é apenas uma questão de economia; é uma questão de justiça social. Cada pessoa merece a oportunidade de viver com dignidade e esperança e é nossa responsabilidade coletiva criar as condições para que tal aconteça. O futuro do nosso Concelho e do país depende das decisões que tomamos hoje.
Quem quer ser poder e fazer parte da solução tem de estar, sem reservas, ao lado dos mais pobres e vulneráveis, defendendo medidas essenciais para romper o ciclo de pobreza e promover a equidade social, como é o caso do programa mencionado. A luta contra a pobreza exige compromisso politico, colaboração entre diversos setores da sociedade e, sobretudo, empatia e solidariedade com aqueles que mais precisam.
