É urgente descobrir consensos para lidar com coisas complexas…O que me parece, neste momento, é que serão necessários esclarecimentos sobre o que está a acontecer nos últimos tempos, no campo da política, concluindo que uma análise de caráter psicológico destes últimos acontecimentos pode tornar-se bastante vantajoso.
É bom a gente deixar-se levar pela imaginação e vislumbrar um Mundo com segredos novos. Geralmente, estes segredos novos estão bem guardados. Por isso, deixar fluir a nossa imaginação é quase um imperativo, permitindo-nos encontrar inspiração para experimentar coisas novas e desafiadoras. Por muito que a nossa inspiração sirva para encontrar paz e tranquilidade por forma a organizar os nossos pensamentos e ideias, o mais importante é encontrar coragem necessária para confrontar comportamentos fatalistas e injustificados, tentando encontrar clareza mental em tomadas de atitudes que afetam as nossas vidas.
Estamos num tempo de transição. A uns basta um copo de vinho para chegarem ao entendimento. A outros são precisas resmas de frases para chegarem cansados a coisa nenhuma.
Teremos que partir do princípio que todas as doutrinas são legítimas, pelo menos teoricamente. Todas elas têm as suas virtudes e os seus defeitos. O que é importante é podermos na nossa enigmática transição introspetiva e no âmago da nossa intimidade, potenciar o consenso, valor relativamente silencioso. Julgo necessária esta manifestação de consenso que é mais racional que passional, porque brota da inteligência e da vontade, não do sentimento. Sabemos perfeitamente que os consensos são mais estáveis do que o entusiasmo porque se alimenta de sóbrios juízos e decisões íntimas e não necessita de grandes combustíveis patéticos. Ao contrário do versátil entusiasmo, o consenso é fortemente dotado de inércia e tão difícil de criar como de destruir: é factor de permanência e manutenção, não de fractura e ruína.
Parece-me que é urgente descobrir consensos para lidar com questões complexas, como projetos de construção de bibliotecas em áreas de reabilitação urbana ou construção de habitação. No campo genérico, abstrato, por vezes retórico, é interessante passarmos da política em senso lato, para situações mais gravosas que influenciam o nosso progresso para tentar compreender melhor o dinamismo do espirito dos homens, quer dos partidos políticos, quer do individual, que, em última análise, foram e são os responsáveis, grandiosos ou miseráveis, trágicos ou grotescos, de âmbito local.
Queremos uma cidade que não fique de costas para nós. O fracasso existencial dos personagens, só se concretiza quando eles, que estão lá sentados temporariamente, têm a virtude de não se deixarem pensar e por isso é muito difícil compreendê-los. O fracasso existencial das personagens só se concretiza, quando eles aceitarem finalmente, a impossibilidade de alcançar a integralidade. Consequentemente aderem ao paradoxal, ao kafkiano, aceitando as contradições da existência.
A cidade é grande. A verdura cresce sem sentido e os comboios vazios deslizam na beleza do silêncio. É assim que vejo profundamente aquilo que pode vir a ser a biblioteca. Não é fácil, mesmo recorrendo à omnicompreensão, entender a diversidade e a complexidade do mundo. No entanto é importante lembrar que, enquanto preterimos realidades, precisamos permanecer conscientes e conectados com a nossa própria realidade e responsabilidades. As nossas decisões devem ser equilibradas com a nossa responsabilidade, para com nós mesmos e para com aqueles ao nosso redor. Uma biblioteca tem um impacto positivo nas comunidades em diversas áreas, desde o sucesso escolar até o enriquecimento cultural.
Torna-se, mais difícil entender quando um projeto foi premiado internacionalmente e faz parte de um plano de reabilitação de uma área.
É preciso que haja compromisso firme de todos, incluindo a sociedade em geral, para encontrar soluções que atendam às necessidades da população de forma justa e efetiva. Isto é uma responsabilidade que não podemos ignorar. É fundamental que as políticas e ações relacionadas à habitação, estejam realmente voltadas para as pessoas, considerando as suas necessidades e procuras, e descobrindo soluções que atendam às necessidades da população, de forma justa e efetiva.
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