SPORT ABRANTES E BENFICA 4 CD “OS ÁGUIAS” DE ALPIARÇA 0
Campeonato Distrital 1ª Divisão AF Santarém | 25ª Jornada – 2 Abril 2023
Estádio Municipal de Abrantes
Numa tarde de domingo, em que a Cidade Desportiva de Abrantes se encheu de atividade com a realização da 2ª Prova da Taça de Portugal Cross Country Olímpico (XCO), com a 5ª Taça de Basebol “Cidade de Abrantes” e a 1ª Taça de Softbol Feminino “Cidade de Abrantes”, quem não tivesse conhecimento dessas atividades e chegasse junto do Estádio Municipal poderia pensar que estaríamos perante um jogo entre dois “grandes” do futebol nacional. No fundo, não estariam de todo errados, pois, frente a frente iriam estar no relvado de Abrantes duas equipas com percursos e pontuações quase idênticas, mas numa zona da tabela periclitante.

Com a mudança da hora, os jogos passaram para as 16 horas, o sol batia quente a quem tinha que circular dentro e junto ao relvado (sorte para as poucas dezenas de adeptos que escolheram as bancadas sombrias e frescas da pala do Estádio), mas as equipas vinham determinada a proporcionar um bom espetáculo de futebol, alheios a tudo o que os rodeava nas imediações. E, é um facto, porque o jogo começou vivo com as equipas a jogarem de “peito aberto” sem receios uma da outra.

Logo aos minuto três da partida, o Benfica de Abrantes beneficia de um pontapé de canto, sem grande perigo, mas seria o primeiro ensaio para o que se seguiria ao longo do jogo. Poucos minutos depois, a equipa de Abrantes sofre o maior revés da tarde. João Nogueira, num lance inofensivo em sem intervenção alheia, lesiona-se. De início, pensou-se que o aniversariante do dia, poderia estar perante uma lesão grave (ao que consta não terá passado de um susto). Obviamente, que por incapacidade física, teve que deixar o relvado para dar lugar a João Marchão, que viria a ser uma das peças fundamentais para o resto do jogo.
Aos 18 minutos do primeiro tempo, a turma de Alpiarça ameaçou a baliza de Ricardo na sequência de um pontapé de canto, mas foi “fumo sem fogo” e uma das poucas investidas dos forasteiros.

Dois minutos depois surge o primeiro golo da partida, através de uma grande penalidade milimetricamente assinalada por Bruno Franco e confirmada pelo seu auxiliar João Grácio. Sem vacilar, João Marchão assina a ficha de jogo com uma boa execução.

Só dava Benfica de Abrantes e, explorando toda a largura do campo, iam-se sucedendo os lances de ataque, todos de bonito recorte técnico e, à passagem do 29° minuto, é a vez do irreverente Afonso Marques fazer o segundo do jogo, após boa combinação entre os atacantes de Abrantes.

A equipa de “Os Águias” tentou acalmar o ímpeto dos locais, mas sem grandes consequências. Batia o minuto 36 e já após também terem sido forçados a uma alteração por lesão (a saída de Rafael Dias para a entrada de Francisco Atela), João Dias tentou a sua sorte, de fora da área, mas o esférico sobe demasiado e passa por cima do travessão da baliza à guarda de Ricardo Rodrigues.
Acontece que essa tentativa de reação foi refreada com o terceiro tento do Abrantes e Benfica aos 37 minutos. Perante a passividade do setor recuado dos homens de Alpiarça, e após algumas trocas de bola dentro da área, bastou a Miguel “Séninho” concretizar aquilo que mais parecia uma festa de cerimónia, tantas as facilidades. A defesa de “Os Águias ” de Alpiarça, não se entendia com a marcações aos homens da casa, concedendo demasiados erros, que o Abrantes aproveitou.

Até final do primeiro tempo, foi um autêntico “assalto” à baliza de Alpiarça com os homens de Abrantes a disporem de cinco pontapés de canto seguidos e a provocar o autêntico pânico no último reduto adversário. Foi assim até final do primeiro tempo com direito a uma bola ao travessão, mas Afonso Marques foi apanhado em fora de jogo (tinha sido o lance da tarde, apesar de muitos que aconteceram).

Com a chegada do intervalo, a equipa que viajou de Alpiarça podia tranquilizar um pouco e o treinador Rui Bento retificar a estratégia e o posicionamento dos seus jogadores (se é que fosse possível a perder por 3-0). O que é um facto, é que tudo se complicou ainda mais para “Os Águias” logo no recomeço da partida.

À passagem do minuto 53, e após um mau alívio do guarda redes Diogo Sousa, a “armada” abrantina aproveitou e João Marchão não se fez de rogado e bisou, marcando o quarto da equipa. Como se isso não bastasse, João Dias viu o árbitro mostrar-lhe dois cartões amarelos no espaço de oito minutos (48 e 56), deixando a equipa ainda mais fragilizada e sem grandes alternativas para contrariar um resultado que prometia avolumar para os da casa.

E tal bem podia ter acontecido, mas com o resultado completamente a seu favor, os abrantinos (sem levantar o pé do acelerador) foram criando oportunidades atrás de oportunidades, mas também a desperdiçar umas atrás de outras. Aos 58 minutos, João Marchão teve tudo para fazer mais um, com o golo a ser “salvo” mesmo sobre a linha de baliza.

O melhor momento da equipa de Alpiarça acontece aos 61 e 62 minuto de jogo. Primeiro é João Pires a salvar um lance de perigo construído pela ala esquerda dos homens de Alpiarça e, um minuto depois, foi a vez de Ricardo Rodrigues mostrar que estava em campo, a efetuar uma excelente defesa a evitar golo certo de Vítor Bernardo.

Até final do jogo, a acrescentar o “jogo” dos bancos de forma a dar frescura às equipas e mais duas ou três oportunidades desperdiçadas pelo Sport Abrantes e Benfica que também já geria o resultado com menos discernimento do que até então.
Vitória mais que justa por números escassos, tal a avalanche e a aplicação do conjunto de Abrantes. O conjunto de Alpiarça nunca se encontrou no jogo e parece ter sido apanhada desprevenida com “este” Benfica de Abrantes. Arbitragem sólida e sem problemas (as equipas também não complicaram).

Com este resultado, o Abrantes deu um salto na tabela e segue no 11º lugar, com 27 pontos. Na próxima jornada visita o Alcanenennse (4ª classificado) num jogo de alta dificuldade em que pontuar é fundamental. O mesmo se aplica à formação de Alpiarça que ocupa agora um perigoso 14º lugar, com 22 pontos e na próxima jornada recebe o Torres Novas, equipa que ocupa o 10º lugar, com 31.
FICHA DE JOGO:
SPORT ABRANTES E BENFICA:

Ricardo Fernandes, Miguel Catarino, Toni (Cap.), Diogo Mateus, José Silva, Afonso Marques, João Nogueira, Miguel Séninho, Pedro Damas, João Gonçalves e Pedro Gonçalves.
Suplentes: Miguel Ferreira, João Marchão, Guilherme Oliveira, António Silva e João Pires.
Treinador: Paulo Séninho.
CD “OS ÁGUIAS” DE ALPIARÇA:

Diogo Sousa, José Andrade, João Mendes, Luan Honorato, João Dias, Rafael Dias, Bernardo Fernandes, Rodrigo Antão, Nuno Lucas, Vitor Bernardo e Gonçalo Zibaia.
Suplentes: Tiago Costa, Aureolino Silva, Francisco Atela, Rui Bento, Afonso Zibaia e David Calado.
Treinador: Rui Bento
GOLOS: João Marchão (2), Afonso Marques, Miguel Séninho.
EQUIPA DE ARBITRAGEM: Bruno Franco, João Grácio e João Damas.

No final da partida ouvimos os treinadores das duas equipas:

ÁUDIO | PAULO SENINHO, TREINADOR DO ABRANTES E BENFICA:

ÁUDIO | RUI BENTO, TREINADOR DO ÁGUIAS DE ALPIARÇA:

